A Prefeitura de Teresina deve lançar a licitação para a construção de uma nova ponte sobre o Rio Poti, na região do bairro Poti Velho, zona Norte da capital. Orçada em R$ 78 milhões, a estrutura terá três pistas para veículos e uma faixa destinada a pedestres, segundo informações apresentadas pelo prefeito Silvio Mendes nesta segunda-feira (14).
A ponte, chamada pela gestão de Ponte do Pesqueirinho, será construída nas proximidades do restaurante Pesquerinho e funcionará em conjunto com a estrutura já existente. A proposta é que uma das pontes opere em um sentido do tráfego e a nova faça o fluxo no sentido contrário.
Segundo Silvio Mendes, o projeto prevê recursos próprios da Prefeitura de Teresina. O valor de R$ 78 milhões corresponde ao orçamento estimado para a licitação e pode ser reduzido durante a disputa entre as empresas interessadas na execução da obra.
Início da obra
De acordo com o prefeito, a licitação deve ser iniciada agora, neste mês de setembro, e o processo pode levar entre quatro e seis meses. “É um ano e meio para fazer essa ponte, 18 meses”, afirmou Silvio Mendes ao apresentar o cronograma previsto para o empreendimento. O prazo começa a ser contado somente depois da assinatura da ordem de serviço. A nova estrutura deverá ficar atrás do Pesquerinho, conforme o traçado mostrado durante a apresentação do projeto.
A obra é apontada pela Prefeitura como uma alternativa para melhorar a mobilidade entre o bairro Poti Velho e a região da Grande Santa Maria da Codipi. Segundo o prefeito, a área reúne entre 60 mil e 70 mil habitantes e cresceu exponencialmente ao longo das últimas décadas.
Durante a apresentação, Silvio Mendes também relembrou a formação da região e citou um acordo envolvendo uma área de aproximadamente 214 hectares. Segundo ele, desse total, 70 hectares foram destinados à Prefeitura de Teresina para atender moradores que não tinham condições de adquirir terrenos.
O prefeito afirmou que a ocupação da área ocorreu ainda na década de 1980, com uma invasão, e passou posteriormente por um processo de regularização fundiária. A região, que inicialmente tinha infraestrutura limitada, cresceu e passou a concentrar moradias, comércio e outros serviços.
A atual ponte da região foi construída durante a gestão do ex-prefeito Heráclito Fortes. Para Silvio Mendes, a estrutura existente já mão é suficiente para atender à demanda atual de deslocamentos entre a Grande Santa Maria da Codipi e outras áreas de Teresina.
A necessidade de uma segunda ponte já havia sido discutida pela Prefeitura. Em abril deste ano, o superintendente da SDU Norte, Alan Brandão, informou ao Portal O Dia que o projeto estava em elaboração e estimou o custo da obra em cerca de R$ 72 milhões naquele momento.
Na ocasião, Brandão afirmou que a nova ponte era uma das principais demandas de mobilidade da região e que a Prefeitura buscava recursos para viabilizar o empreendimento. Agora, o valor apresentado pelo prefeito para a licitação passou para R$ 78 milhões.
No último mês de agosto, a obra voltou a ser comentada pela gestão. Alan Brandão voltou a afirmar que seriam necessárias desapropriações do lado do Poti Velho e no Residencial Lindalma Soares para a construção da ponte da Santa Maria.
Durante a apresentação desta segunda-feira, também foi mencionada a possibilidade de a nova ponte receber o nome de Evaldo, em referência a uma figura histórica ligada à região. A denominação, entretanto, foi apresentada como sugestão.
Com a nova configuração, a expectativa é que as duas pontes sejam utilizadas simultaneamente, cada uma atendendo a um sentido do tráfego. A estrutura projetada terá ainda espaço específico para circulação de pedestres, além das três pistas destinadas aos veículos.