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Dia Mundial da Raiva chama atenção para vacinação e cuidados com animais

O Dia Mundial contra a Raiva é celebrado nesta segunda-feira (28). A data tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção da doença, reforçar os cuidados necessários e destacar a importância da vacinação de cães e gatos. Em Teresina, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) destaca a importância da informação, do combate contínuo à proliferação do vírus e da vacinação, que está disponível durante todo o ano.

Divulgação/FMS
Dia Mundial da Raiva chama atenção para vacinação e cuidados com animais

A FMS destaca que a doença é gravíssima, pode afetar inclusive os seres humanos, atua diretamente no sistema nervoso e pode levar à morte. “A transmissão ocorre principalmente por meio de mordidas de animais infectados, cujo vírus está presente na saliva. Contudo, também há risco considerável quando a saliva entra em contato com arranhões, feridas pré-existentes ou mucosas”, informa João Pereira, coordenador do Programa de Raiva e Leishmanionse da FMS.

Ainda de acordo com o coordenador, a dinâmica do contágio da raiva se divide em diferentes ciclos: o ciclo urbano, que envolve prioritariamente cães e gatos; o ciclo rural, associado sobretudo aos morcegos hematófagos e aos herbívoros; e o ciclo silvestre, mantido entre os animais selvagens.

Na capital, a vacina contra a raiva para cães e gatos está disponível gratuitamente durante todo o ano na Gerência de Zoonoses, de domingo a domingo, além das campanhas realizadas anualmente em toda a cidade. A vacinação permanente é a principal forma de conter a circulação do vírus da raiva, aliada à vigilância epidemiológica constante.Em 2026, a Gerência de Zoonoses adotou uma nova estratégia: a imunização de cães e gatos foi realizada nos meses de abril e maio, com o objetivo de garantir maior conforto térmico para os animais e seus responsáveis.

A vacinação é anual. Por isso, os tutores que ainda não levaram seus animais para receber a imunização devem procurar a Gerência de Zoonoses para garantir a proteção dos pets contra a raiva.

Os sinais clínicos da doença nos animais são variáveis e se manifestam de forma progressiva. “Os tutores e a população em geral devem ficar atentos a alterações repentinas de comportamento, como o isolamento voluntário, além de quadros de agressividade, agitação, dificuldade para engolir, salivação excessiva e mudanças perceptíveis na vocalização. Em estágios mais avançados, também podem surgir falta de coordenação motora e paralisia dos membros”, adverte João Pereira.

O profissional alerta ainda que, caso seja constatada qualquer suspeita, não se deve tocar ou tentar capturar o animal. A orientação é notificar imediatamente os serviços de saúde ou de vigilância.

“Nos casos em que ocorrer o contato acidental com animais suspeitos, seja por mordida, arranhadura ou contato salivar, a indicação é lavar o local atingido imediatamente com água e sabão e procurar de pronto uma unidade de saúde para avaliação médica”, ressalta João Pereira.

“Reforçar as ações de prevenção da raiva é essencial para proteger integradamente tanto a saúde animal quanto a saúde humana”, finaliza.