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TRE confirma investigação de suposto envolvimento de candidato com facção no Piauí

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) confirmou que o Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu a primeira investigação das eleições 2026 relacionada à suspeita de envolvimento de um candidato com organização criminosa no Estado. O nome do candidato não foi divulgado.

A informação foi confirmada pelo presente do TRE-PI, desembargador José Wilson Araújo. Segundo ele, a apuração está inicialmente sob responsabilidade do Ministério Público Eleitoral e da Polícia Federal. “Não temos nenhuma participação inicial, porque a investigação deve ser conduzida pelo Ministério Público. Somente após, se for apurada alguma coisa, é que trazemos para a Corte e nós damos os encaminhamentos necessários”, afirmou.

Assis Fernandes / O DIA
José Wilson, presidente eleito do TRE-PI

O procurador regional eleitoral do Piauí, Kelston Lages, solicitou à Polícia Federal a abertura de inquérito após recebimento de denúncia anônima. O procedimento permanece em sigilo e ainda não há conclusão sobre a eventual responsabilidade do candidato.

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A investigação é o primeiro caso registrado no Piauí nas eleições deste ano, envolvendo a suspeita de vínculo entre uma candidatura e uma organização criminosa. Mas não seria a primeira ocorrência desta natureza no Estado. Em 2025, a vereadora Tatiana Medeiros foi presa pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento com uma facção. Acusada de captação ilícita de votos, fraudes eleitorais e lavagem de dinheiro, Tatiana teria tido sua campanha financiada por dinheiro oriundo do crime organizado, segundo apurou a investigação.

Arquivo / O Dia
TRE manteve a prisão domiciliar da vereadora Tatiana Medeiros nesta terça-feira (17).

Ela foi julgada e condenada a 19 anos de prisão, mas cumpre regime domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica. Tatiana Medeiros perdeu o mandato na Câmara Municipal de Teresina.

Vale lembrar que a estrutura montada para as eleições de 2026 prevê o monitoramento de possíveis candidaturas vinculadas ao crime organizado. Em abril, o TRE-PI instituiu o Comitê de Segurança das Eleições gerais de 2026, com a finalidade de coordenar as ações de segurança, gerenciar riscos ao processo eleitoral e monitorar candidaturas com possível vinculação a organizações criminosas.

O comitê reúne representantes de órgãos como Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Rodoviária Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Ministério Público Eleitoral. A integração foi anunciada pelo próprio desembargador José Wilson como uma das estratégias do tribunal para identificar eventuais vínculos entre candidatos e organizações criminosas durante o processo eleitoral