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Terceirizados das escolas municipais de Teresina deverão apresentar certidão de antecedentes criminais, propõe projeto

Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal propõe que seja feita uma análise dos antecedentes criminais dos servidores terceirizados que atuam nas escolas públicas de Teresina. A ideia é que estes servidores apresentem a certidão negativa de antecedentes para poderem trabalhar nas unidades de ensino da capital, que atendem, em sua maioria, crianças na primeira e segunda infância.

A proposta foi protocolada pelo vereador James Guerra e vem após um episódio de violência sexual ocorrido nas dependências da delegacia-geral de Polícia Civil do Piauí, onde um terceirizado abusou sexualmente de uma servidora. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (28).

Divulgação/Semec
Terceirizados das escolas municipais de Teresina deverão apresentar certidão de antecedentes criminais, propõe projeto

De acordo com James Guerra, autor da proposta, a lei estabelece medidas de proteção à integridade física, psíquica e moral das crianças e adolescentes nas escolas da rede pública municipal. “Os editais de licitação e contratos administrativos firmados pelo Município na área da educação poderão prever a exigência de que as empresas prestadoras de serviços comprovem que os profissionais por elas disponibilizados apresentem certidão negativa de antecedentes criminais atualizadas”, explicou.

Na justificativa do projeto, o vereador apontou que a proposta tem amparo na Constituição, que estabelece o dever da família, da sociedade e do Estado de assegurar à criança e ao adolescente o direito à vida, à dignidade, ao respeito e à convivência segura. Segundo James Guerra, a exigência da certidão negativa de antecedentes criminais é uma medida razoável e adequada voltada à prevenção de riscos e à promoção de um ambiente mais seguro.

Arquivo / O DIA
Projeto é de autoria do vereador James Guerra

“A proposta reforça a confiança da comunidade escolar, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro, acolhedor e propício ao desenvolvimento educacional”, finaliza o vereador.

O projeto protocolado ontem ainda vai ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, passar pelas comissões temáticas e só então ser levado a Plenário.


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