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Tatiana Medeiros: Justiça nega retirada de tornozeleira e vereadora passará por perícia psicológica

A defesa de Tatiana Medeiros pediu à justiça a retirada da tornozeleira eletrônica que monitora a vereadora. Os advogados alegam que a medida é inadequada, excessiva e perigosa diante de um quadro psiquiátrico gravíssimo com agravamento de ansiedade e depressão. A defesa argumenta que há risco concreto de Tatiana Medeiros atentar contra a própria vida.

Tatiana foi condenada a 19 anos de prisão por corrupção eleitoral e a justiça determinou a perda de seu mandato. No atual momento, ele cumpre prisão domiciliar e usa tornozeleira. Diante das alegações da defesa, a justiça solicitou que a vereadora passe por uma perícia psicológica em 48 horas para constatar a gravidade da condição psiquiátrica apresentada por ela.

Arquivo / O DIA
Tatiana Medeiros: defesa pede retirada de tornozeleira e vereadora passará por perícia psicológica

A defesa de Tatiana entrou, ainda, com embargos de declaração com pedido de efeitos infringentes contra a sentença condenatória. Basicamente, trata-se de um pedido de correção da sentença, alegando omissões e contradições. Os pedidos de embargos foram feitos nos nomes de Tatiana Medeiros, sua mãe, Maria Odélia de Aguiar Medeiros, seu padrasto, Stênio Ferreira Santos, e Alandilson Cardoso Passos.

Odélia foi condenada a 14 anos de prisão, Stênio foi condenado a 13 anos e Alandilson foi condenado a 18 anos de prisão.

Em sua análise do pedido, a juíza Junia Maria Feitosa Fialho reconheceu que as informações anexadas nos laudos indicam a necessidade de Tatiana receber tratamento especializado imediato. A magistrada determinou a alteração do perímetro de monitoramento eletrônico da vereadora para viabilizar a regularização dos alarmes.

Divulgação/Governo do Pará
Defesa pediu a retirada da tornozeleira eletrônica de Tatiana Medeiros

Foi incluída na área de monitoramento da tornozeleira de Tatiana Medeiros o Centro de Reabilitação Restaurar, localizado no Povoado Mucuim, na BR-343, em Teresina. Ao ampliar a área de monitoramento, a juíza indeferiu o pedido da defesa e manteve o uso da tornozeleira eletrônica.

A decisão foi proferida nesta terça-feira (05) pela titular da 98º Zona Eleitoral, que deu prazo de três dias para o Ministério Público Eleitoral se manifestar, bem como a defesa de Tatiana Medeiros.


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