Luan Araújo Brito, 28 anos, que morreu em confronto com a Polícia Militar durante uma abordagem na tarde de ontem (13) na Santa Maria da Codipi, exercia a função de executor na hierarquia do Comando Vermelho em Teresina. A informação consta na ficha criminal dele. Luan trocou o Bonde dos 40 pelo Comando Vermelho e era o responsável pela expansão do território de atuação desta última.
De acordo com a polícia, ele já respondia há pelo menos cinco processos na justiça: um por receptação em 2023, um por posse irregular de arma de fogo em 2023, um cumprimento de mandado de busca e apreensão pelo Departamento de Homicídios em 2025, um por tráfico de drogas também em 2025 e um mandado de busca e apreensão domiciliar também do ano passado.
Luan já havia sido preso. Sua última entrada no sistema prisional se deu em 28 de fevereiro de 2025, mas ele acabou sendo solto em 31 de outubro. Segundo a polícia, desde então, ele vinha cometendo uma série de delitos na região da Grande Santa Maria. Um dos crimes teria sido o assassinato de um indivíduo identificado como Marcos Paulo, conhecido como “Coração de Ferro”, no dia 11 de dezembro.
Confirme informou a polícia, Luan em geral agia acompanhado de Lariele Pereira dos Santos, conhecida como Arlequina, que também morreu no confronto de ontem (12). Ela respondia a há dois processos: uma busca e apreensão por tráfico de drogas e um por receptação, ambos do ano passado.
Troca de facções e retaliação
Luan e Lariele teriam trocado de facção criminosa, saindo do Bonde dos 40 e indo para o Comando Vermelho. Ao saírem do B40, os dois teriam ferido o estatuto da facção, documento que foi apreendido na semana passada em operação do DRACO em Teresina. Um dos pontos de que trata o documento é a ideia de que se um membro troca de facção, ele está praticando traição, o que resulta em sua imediata condenação pelo tribunal do crime. Em geral, a pena é sua execução.
O delegado Charles Pessoa, coordenador do DRACO, explica que na maioria dos casos, o que leva alguém a ingressar numa facção criminosa é a sensação de pertencimento e a crença de que o grupo é como uma família.
“Em pouquíssimos casos isso se dá por questões financeiras. Então essas pessoas que são cooptadas por estes grupos não entram porque querem dinheiro. Entram porque são atraídas pelos ideais que eles pregam de proteção, união e de poder. A maior arma que as facções têm é a comunicação, não necessariamente a oferta financeira”, explicou o delegado.
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