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"Suspeito de matar paciente no Areolino de Abreu pode ser considerado inimputável”, diz delegado

O suspeito de ter matado um paciente dentro do Hospital Areolino de Abreu nesta madrugada (26) pode ser considerado inimputável pela justiça por conta de sua condição. Ele possui diagnóstico de esquizofrenia e isso deverá ser levado em consideração no momento em que a denúncia for oferecida. A informação é do delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídios (DHPP), que preside o inquérito.

De acordo com ele, as circunstâncias do ocorrido e dos envolvidos altera a natureza do inquérito e muda alguns termos jurídicos normalmente utilizados. O paciente que se acusou para a polícia de ser o autor do delito tem diagnóstico de esquizofrenia. O outro, que também estava na cena do crime, é diagnosticado com transtorno bipolar.

Rosair Rodrigues/O Dia
Delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídios

“Se for comprovado que a condição dele interferiu, ele provavelmente será inimputável. Os termos jurídicos mudam: ao invés de prisão, eles vão sofrer medidas de segurança. Ao invés de irem para o presídio, eles vão para um estabelecimento adequado. Na verdade, eles já estão no estabelecimento adequado e agora vão ser segregados do convívio dos demais, vão ficar isolados sem qualquer contato com outras pessoas”, explicou o delegado.

Segundo Genival, o principal objetivo no momento é esclarecer as circunstâncias do ocorrido, inclusive como os pacientes tiveram acesso ao material utilizado no crime. O corpo da vítima, Pedro Araújo Ribeiro, foi queimado e ele teve as mãos e pés amarrados, e os olhos vendados. A polícia vai apurar eventuais responsabilidades por parte da direção do hospital.

Ascom / Governo do Piauí
Paciente foi assassinado dentro do Hospital Areolino de Abreu

“Neste primeiro momento, a prioridade é saber quem estava presente na hora do ocorrido, saber se houve alguma negligência de algum funcionário, quem estava cuidando dos pacientes, de onde veio este material usado no crime e onde os pacientes deveriam estar”, disse.

A polícia afastou no momento a possibilidade de o crime estar relacionado a briga entre facções. A investigação busca saber, agora, se os pacientes se conheciam, se o crime teria sido premeditado ou algo decidido de momento, se eles teriam alguma desavença e se estavam internados no Areolino de Abreu cumprindo alguma medida de segurança decretada pela justiça.


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