A família de Laurielle da Silva e Felipe Duarte, casal morto em um acidente de trânsito na zona Leste de Teresina em dezembro de 2024, se manifestou sobre a decisão da justiça de anular as provas em vídeo do processo. Para os familiares, retirar as imagens dos autos não apaga o crime cometido pelo estudante de Medicina João Henrique Soares Leite Bonfim.
A decisão de anular as provas do processo foi tomada em segunda instância pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Piauí, alegando ausência de informações que comprometem a comprovação da autenticidade do material. Segundo os magistrados, a falta de registros complexos da coleta, armazenamento e envio das imagens comprometeu a prova e impediu a comprovação da veracidade dela.
As imagens são de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao cruzamento onde aconteceu o acidente. A moto onde estavam Laurielle e Felipe foi violentamente atingida pelo carro de João Henrique no cruzamento das avenidas Nossa Senhora de Fátima com Jóquei Clube na madrugada do dia 01 de dezembro.
Nos vídeos é possível ver o momento em que o carro do estudante de Medicina invade o sinal vermelho e atinge lateralmente a motocicleta das vítimas, que são arremessadas com a violência da colisão.
Para a família, a anulação das provas não muda o que de fato aconteceu. “Só pelo fato de ela [Laurielle] estar morta, não precisava de vídeo e imagem. Tem as testemunhas que mostram que ele [João Henrique] merece estar preso. Ela está presa dentro de um caixão, mas ele continua vivendo a vida. Apagar estas imagens não muda o fato de que ele matou duas pessoas e nem apaga o crime”, desabafa Francielle Costa, irmã de Laurielle.
A família disse que vai recorrer para que as imagens possam ser consideradas novamente nos autos. O recurso da defesa de João Henrique teve como relator o desembargador Sebastião Ribeiro Martins, que votou contra a anulação das provas, mas foi voto vencido pelos demais desembargadores que formavam o colegiado.
Relembre o caso
Na madrugada do dia 01 de dezembro de 2024, a motocicleta onde estavam Laurielle da Silva e Felipe Duarte foi atingida pelo carro de João Henrique Soares Leite Bonfim. As vítimas morreram na hora. João foi preso em flagrante e, segundo a polícia, apresentava sinais de embriaguez. No veículo dele foram encontradas substâncias análogas a drogas sintéticas.
Quatro meses depois, em abril de 2025, o estudante foi solto com tornozeleira eletrônica e hoje responde ao processo em liberdade. O julgamento ainda segue sem uma data marcada. João Henrique foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso, quando há a intenção de matar.
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