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Professores denunciam fechamento repentino de escola e falta de pagamento

Professores e colaboradores que trabalhavam no Colégio Inove, localizado na Rua Barroso, no Centro-Sul de Teresina, denunciam o fechamento repentino da instituição, sem aviso prévio, além da falta de pagamento de salários. Segundo os profissionais, o ano letivo estava previsto para começar no dia 2 de fevereiro, com cronograma já definido, mas, ao comparecerem à escola na última segunda-feira (19), foram surpreendidos com as portas fechadas.

No local, o prédio está lacrado e há apenas um cartaz colado na parede com um número de telefone para contato. De acordo com os relatos, o proprietário da escola, Marcon Alan, teria esvaziado a instituição sem qualquer comunicado oficial a professores, colaboradores ou alunos.

Reprodução/O Dia
Professores denunciam fechamento repentino de escola e falta de pagamento

Há informações de que diversos profissionais já ingressaram com ações judiciais trabalhistas em razão da falta de pagamento de salários que, conforme os relatos, se arrasta há mais de um ano. Vizinhos da escola afirmaram que, durante várias noites, houve retirada de mobília e equipamentos do prédio, o que chamou a atenção da comunidade local.

A psicóloga Jessyca Dara, que trabalhava na escola, relatou a surpresa e a insegurança enfrentadas pelos profissionais.

“Estamos sem receber nosso salário e, desde então, ficamos sem resposta do gestor e diretor da escola. Ele só apareceu ontem à noite, colocou todos os professores em um outro grupo e comunicou que a escola fechou. Estamos sem saber o que fazer, já que fomos surpreendidos com essa notícia e não recebemos os pagamentos referentes ao ano passado”, afirmou.

Ela acrescenta que a postura do diretor já vinha se repetindo há meses.

“Desde o dia 26 de novembro de 2025, o diretor se silenciou. Mandamos mensagens, tanto para ele quanto para a escola, mas não tivemos retorno. Entrei recentemente, mas soube que isso já vinha acontecendo, que havia salários em atraso e processos em andamento. Ele responde a ações trabalhistas e estava inadimplente com vários professores, mas nunca imaginamos que isso iria acontecer dessa forma”, relatou.

Reprodução/O Dia
Professores denunciam fechamento repentino de escola e falta de pagamento

A ex-professora Vitória Gabriele, que trabalhou na escola no primeiro semestre de 2025, contou que recebeu apenas parte do que lhe era devido.

“Trabalhei durante seis meses e recebi apenas dois pagamentos. Entrei com processo judicial, ganhei a causa, mas nunca mais tive retorno. Outros professores também processaram a instituição, porque isso já vem acontecendo há cerca de três anos”, disse.

O professor Rubens Matos afirmou que o proprietário desapareceu desde novembro e só voltou a se manifestar recentemente.

“O Marcon Alan sumiu desde novembro. Nesta quinta-feira (22), ele criou um grupo, adicionou os professores e fez um pronunciamento dizendo que todo o material, como mobília e ar-condicionado, estaria na quadra da escola e que os professores poderiam ir buscar”, contou.

Segundo ele, a proposta de os profissionais ficarem com itens da escola não atende às reivindicações dos trabalhadores.

“Eu fui ao local, mas só havia carteiras escolares. Não estamos querendo esses materiais, queremos o salário pelo trabalho que realizamos. São cifras muito altas. E ele enviou esse comunicado em visualização única”, afirmou.

Ainda conforme os professores, o diretor teria apagado suas redes sociais, e a energia elétrica da escola foi cortada.

“Precisamos de uma solução para isso. Não pode dar um calote em funcionários e professores. Somos pais de família. Ele já vinha fazendo isso há muito tempo com outros profissionais, mas nunca pagava”, concluiu Rubens.

A equipe de reportagem da O DIA TV tentou contato com a direção da escola, mas as ligações não foram atendidas. O espaço segue aberto para esclarecimentos.


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