A Prefeitura de Teresina não descarta a possibilidade de rescindir o contrato com a empresa responsável pela operação dos ônibus do Transporte Eficiente que foram encontrados abandonados e tomados pelo mato no pátio da empresa Expresso Santa Cruz nesta última quinta-feira (9). A medida, considerada extrema, pode ser adotada caso sejam comprovadas irregularidades e responsabilidades da empresa na situação. A informação foi confirmada pelo superintendente da STRANS, Carlos Daniel.
De acordo com o superintendente, o município já prepara uma ação judicial para garantir seus direitos. “A caducidade é para que procure-se os meios de se tomar os direitos que a Prefeitura tem através dos contratos. Nós recebemos uma determinação do prefeito para apurar ao extremo todas as responsabilidades, cobrando todos os danos causados ao município. Em caso extremo, até rescisão contratual com a empresa que tiver culpa no sistema”, destacou.
Carlos Daniel também esclareceu que os veículos envolvidos pertencem ao poder público. “Os ônibus são pertencentes à prefeitura municipal de Teresina. A prefeitura foi quem comprou os equipamentos e entregou para a empresa operar”, explicou. A administração municipal segue investigando o caso para identificar falhas na operação e definir as medidas cabíveis, tanto na esfera administrativa quanto judicial.
Pelo menos 14 ônibus do Transporte Eficiente, destinado a atender pessoas com deficiência em Teresina, foram encontrados abandonados no pátio da empresa responsável por oferecer o serviço. Diante da situação, e após decisão judicial, a Prefeitura de Teresina, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), realizou o recolhimento desses veículos.
Em 2025, apenas sete veículos estavam em circulação. Segundo o Coronel Jaime Oliveira, diretor de Fiscalização e Operações da Strans, em alguns momentos, apenas cinco ônibus operavam efetivamente.
Diante da situação, o município acionou a Justiça e obteve decisão favorável para o recolhimento da frota e redistribuição dos veículos a uma nova empresa. A empresa chegou a recorrer, mas a decisão foi mantida por desembargador, determinando a devolução dos ônibus.
Durante a ação, equipes encontraram diversos veículos abandonados em um terreno ao lado da garagem da empresa, alguns cobertos por vegetação. Dos 22 veículos originalmente adquiridos, apenas 14 foram localizados no local. Outros cinco estariam sob responsabilidade de consórcios de diferentes regiões da cidade, e a Strans informou que irá verificar se esses veículos estão em funcionamento.
Criado em 2014, o programa começou com 22 veículos adaptados, que foram repassados às empresas dos consórcios responsáveis pelo transporte público, sob coordenação da Strans. No entanto, ao longo dos anos, a prestação do serviço foi sendo reduzida.
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