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“População não está interessada na eleição da presidência da Câmara”, diz Enzo Samuel

A sucessão na presidência da Câmara Municipal de Teresina (CMT) tem ganhado espaço nos bastidores políticos, mas, segundo o atual presidente da Casa, Enzo Samuel (PDT), o tema não está entre as prioridades da população neste momento. O debate surge em meio ao calendário eleitoral deste ano, com vereadores cogitando antecipar a eleição da mesa diretora diante das articulações para as eleições gerais marcadas para 4 de outubro.

Assis Fernandes/O DIA
Enzo Samuel entende que para a população existem temas mais urgentes como saúde e transporte público.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (10) ao Sistema O Dia, Enzo afirmou que há limites legais para a antecipação do pleito interno e defendeu que a cidade precisa que a Câmara discuta pautas mais urgentes, como saúde e transporte público. De acordo com ele, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelece que a escolha da nova presidência só pode ser antecipada em até 90 dias antes do prazo final.

O prazo limite para a realização da eleição da presidência da CMT é 31 de dezembro deste ano. Segundo Enzo, caso haja antecipação, ela só poderia ocorrer a partir de outubro. Nos bastidores, há interesse de parte dos vereadores em realizar o pleito antes das eleições gerais, com o objetivo de ampliar poder de articulação e apoios antes das disputas para governador, senadores e deputados.

“O processo deverá ocorrer dentro da autonomia e independência da Câmara e na minha opinião é muito cedo para debater esse tema, Teresina não está interessada nessa discussão, neste momento existem muitos outros pontos que precisamos debater, como a saúde, limpeza urbana, transporte público, o povo de Teresina não está interessado neste momento de eleição na câmara”, declarou.

Sobre a sucessão, Enzo afirmou que todos os 29 vereadores estão aptos e preparados para assumir a presidência da Casa. A disputa envolve interesses tanto do Palácio da Cidade quanto do Karnak, além da articulação em torno de um nome apoiado pelo atual presidente.

Ele também voltou a reforçar o entendimento legal sobre o calendário da eleição interna e a limitação imposta pela decisão do STF.

“A eleição, a previsão legal é que ocorra em dezembro deste ano, até o dia 31, por que o próximo presidente toma posse no primeiro útil de 2027, quando se fala de antecipar, o máximo que se pode antecipar são 90 dias, ou seja, de outubro em diante, em uma decisão consolidada do STF, não existe a possibilidade de fazer uma antecipação antes de outubro”, afirmou.


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