Com o crescimento da cidade e o aumento da quantidade de veículos circulando pelas ruas e avenidas, é natural que haja, também, aumento no número de ocorrências de trânsito. Teresina não é exceção à regra. Mas a realidade da capital piauiense tem gerado preocupação entre as autoridades. Dados do Observatório de Trânsito da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI) revelam que de janeiro a junho de 2026, 71 pessoas já perderam a vida no trânsito em Teresina.
É como se a cada mês, pelo menos 11 pessoas morressem em ocorrências como atropelamentos e colisões, seja com objetos fixos, seja entre dois ou mais veículos.
Abril é considerado o mês mais violento no trânsito, com 18 mortes na capital. Em seguida aparecem fevereiro, com 14 mortes, e maio, com 12. Até o momento, o mês menos violento no trânsito de Teresina tem sido junho, quando seis pessoas perderam a vida.
O Observatório da SSP-PI traz, ainda, o perfil das vítimas fatais dos acidentes de trânsito em Teresina. A grande maioria delas é formada por homens, que somam 59 vítimas. Em apenas 12 casos, as mortes eram de pessoas do sexo feminino. A maior parte dos óbitos são entre pessoas de 45 a 54 anos (17 ocorrências ou 23,9%), enquanto os menores óbitos envolvem vítimas de 13 a 17anos (apenas um).
Chama a atenção no levantamento os horários em que são registrados os acidentes com morte na capital. A grande maioria deles ocorre no período da noite, a partir das 17h, com picos de óbitos em horários como as 18h e as 22h ou a partir destes horários.
Outro dado relevante do estudo diz respeito à situação legal das vítimas fatais em acidentes de trânsito em Teresina. Em pelo menos 60,56% dos casos, as vítimas não possuíam Carteira de Habilitação (CNH) e dirigiam na ilegalidade.
Mas apesar dos números ainda serem considerados altos, eles são menores que os registrados de janeiro a junho de 2025. No primeiro semestre do ano passado Teresina contabilizou 83 mortes no trânsito, um valor 14,46% maior que o totalizado este ano. Quando se observa somente o mês de junho a diferença é ainda maior: em junho de 2025, a capital teve 18 óbitos em ocorrências de trânsito, enquanto em 2026, este número não passou de seis.
Preocupa também o aumento no número de condutores agindo na ilegalidade. No primeiro semestre de 2025, pelo menos 57,14% das vítimas fatais não tinham CNH. Este número subiu 3,42 pontos percentuais em um ano.