O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário do Piauí (Sintetro) anunciou que os motoristas e cobradores do transporte público de Teresina entrarão em estado de greve a partir do dia 18 de maio, próxima segunda-feira. A decisão foi aprovada em assembleia realizada pela categoria após a rejeição da proposta apresentada pelos empresários do setor.
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De acordo com o sindicato, o estado de greve não representa a paralisação imediata das atividades, mas funciona como um alerta máximo de mobilização dos trabalhadores. Segundo o comunicado divulgado pelo Sintetro nas redes sociais, a medida indica que a categoria está organizada e pode iniciar uma greve geral “a qualquer momento”, caso as reivindicações não sejam atendidas.
A publicação informa ainda que a proposta patronal foi rejeitada durante a assembleia da tarde, demonstrando insatisfação entre os trabalhadores do transporte urbano da capital. O sindicato destacou que o movimento também busca informar os passageiros do sistema de transporte público de Teresina sobre a situação.
Entre as organizações que apoiam o movimento estão a CUT, a FENSTTT e a CNTTL, entidades ligadas à representação dos trabalhadores do setor de transporte. Caso não haja acordo entre trabalhadores e empresários nos próximos dias, a categoria poderá deflagrar uma greve geral, afetando diretamente o funcionamento do transporte coletivo em Teresina.
O Portal O Dia entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) para buscar um posicionamento sobre o estado de greve anunciado pelo Sintetro. Porém, até o momento, não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para maiores esclarecimentos.
O último movimento de paralisação reivindicando direitos, realizado por motoristas e cobradores, ocorreu em dezembro de 2025, quando motoristas e cobradores de ônibus entraram em greve na Zona Sudeste de Teresina. A paralisação afetou as linhas de ônibus que atendem a região e também o Transporte Eficiente, destinado a pessoas com algum tipo de deficiência em locomoção.
Na época, a decisão foi tomada pela categoria em razão da ausência de pagamentos de salários e benefícios trabalhistas. Os trabalhadores reivindicavam o pagamento de três salários que, segundo eles, estariam em atraso — referentes a novembro de 2024, e novembro e dezembro de 2025 — além de outros direitos previstos em lei.
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