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Moradores cobram retorno da linha 406, que atende o Vale do Gavião, zona Leste de Teresina

Um dos bairros que mais teve expansão populacional, nos últimos anos, foi o Vale do Gavião, zona Leste de Teresina. Segundo o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Vale do Gavião há 8.184 habitantes, porém, este número já foi superado, especialmente devido ao crescimento habitacional. Apesar do crescimento, a mobilidade urbana não acompanhou esse avanço, sobretudo no que se refere à oferta de transporte coletivo.

Atualmente, apenas quatro linhas de ônibus atendem as centenas de moradores do bairro e região vizinha. Em 2018, havia uma quinta. O ônibus 406 fazia uma importante rota, saindo do Vale do Gavião, passando pelo Satélite, pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e pelos shoppings de Teresina. Entretanto, desde a sua extinção, há oitos, a população tem precisado se desdobrar para conseguir chegar a esse locais.

Assis Fernandes/O Dia
Moradores cobram retorno da linha 406, que atende o Vale do Gavião, zona Leste de Teresina

A costureira Juliana Alves mora no bairro Vale do Gavião desde 2011 e sabe da importância dessa linha de ônibus para a população da região, especialmente a filha, que estuda na UFPI. Segundo ela, a jovem precisa pegar dois coletivos para chegar ao destino, gastando mais tempo e dinheiro.

“Minha filha precisa pegar dois ônibus. Um do Vale até a Dom Severino e de lá até a Universidade. E para voltar é a mesma coisa. Se tivesse uma linha direto, como o 406, era mais rápido e mais seguro para ela, e o gasto também seria menor, até mesmo porque ela ainda precisa gastar com o deslocamento para o trabalho”, disse, acrescentando que, se a linha de ônibus 406 voltasse a circular, seria um grande suporte para a população do Vale do Gavião.

Maria Lucelina mora no bairro há 15 anos e conta que já chegou a utilizar a linha de ônibus 406. Ela lembra que era esse o coletivo que usava para chegar ao Hospital do Satélite, porém, com a extinção da linha, agora é necessário pegar dois transportes, o que acaba pode deixar a viagem mais demorada e onerosa.

Para ir para o hospital agora, eu preciso pegar dois ônibus. É muita dificuldade para chegar lá. Ou então pagar transporte por aplicativo, que é muito mais caro. Agora, para chegar ao meu trabalho, eu sou obrigada a pegar dois ônibus. Eles deviam colocar essa linha novamente. Desde 2018 a gente faz abaixo-assinado para essa linha voltar. Ela é muito boa e seria mais uma opção para a gente

Maria Lucelinamoradora do Vale do Gavião há 15 anos

Ana Lúcia reside no bairro Parque Mão Santa, mas trabalha no Vale do Gavião. A manicure, que já utilizou a linha 406 diversas vezes, conta que é muito prático ter que pegar apenas um ônibus para chegar ao seu destino. Ela cita, por exemplo, que utiliza com frequência essa linha para ir ao shopping. Com a extinção do 406, os moradores ficaram sem opção.

“Hoje em dia, a gente precisa pegar dois ônibus para chegar ao shopping, e isso facilitava muito a nossa vida, principalmente para quem sai do trabalho ou estuda à noite. Se essa linha voltasse, além de termos mais agilidade para chegar aos lugares, teríamos mais uma opção de ônibus, pois a quantidade é pouca para atender à demanda do bairro, que é muito grande”, explica.

Assis Fernandes / O DIA
Moradores cobram retorno da linha 406, que atende o Vale do Gavião, zona Leste de Teresina

O comerciante Antônio Wilson relata que sua esposa utiliza bastante o transporte público e pontua que seria muito útil ter mais uma linha de ônibus atendendo o Vale do Gavião e bairros vizinhos. Além de voltar a linha 406, ele destaca que seria interessante incluir destinos novos, como Barão e Miguel Rosa.

“Os ônibus que andam pelo nosso bairro são muito velhos e vivem quebrando. Além de voltarem com a linha 406, deviam colocar ônibus novos e melhores, e estender algum para a Barão e para a Miguel Rosa, pois são bairros importantes”, complementa o morador.

Contraponto

A equipe de reportagem do O DIA entrou em contato com a Strans, mas, até o fechamento da reportagem, não obteve retorno.