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Lojistas no Piauí criticam aumento do IPTU em Teresina e alertam para impactos no comércio

O aumento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de Teresina em 2026 gerou preocupação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina (CDL) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas). Em nota divulgada nesta quinta-feia (2), as entidades alertaram que o reajuste pode comprometer o empreendedorismo, afetar a manutenção de empresas e reduzir a geração de empregos.

Foto: Assis Fernandes/ O DIA
Lojistas no Piauí criticam aumento do IPTU em Teresina e alertam para impactos no comércio

Em manifestação conjunta, as entidades afirmam que a atualização do valor venal dos imóveis, utilizada como base para o cálculo do tributo, não acompanhou a realidade econômica da cidade e acabou produzindo distorções. Segundo o setor, áreas que vêm perdendo dinamismo comercial foram tratadas como se estivessem em valorização, o que elevou a carga tributária de forma considerada inadequada.

Para os representantes do comércio, o impacto já começa a ser sentido principalmente em regiões tradicionais da capital, onde há redução no fluxo de consumidores e fechamento gradual de pontos comerciais. Nesse cenário, o aumento do imposto é visto como um fator adicional de pressão sobre empresários.

As entidades avaliam que a cobrança, por incidir diretamente sobre o patrimônio, desconsidera a capacidade financeira atual dos contribuintes — especialmente em um contexto de desaceleração econômica. Na prática, isso pode levar empresas a reverem suas operações, reduzirem custos ou até encerrarem atividades.

Outro efeito apontado é a mudança no comportamento do setor, com tendência de migração para o comércio digital ou transferência de operações para fora de Teresina, o que pode impactar a arrecadação municipal no médio prazo.

Além disso, o índice de inadimplência próximo de 30% é citado como um sinal de alerta. Para CDL e Sindilojas, o dado revela que uma parcela significativa dos contribuintes já enfrenta dificuldades para manter os pagamentos em dia, o que reforça a necessidade de ajustes no modelo atual.

Diante do cenário, as entidades defendem que a Prefeitura realize uma reavaliação técnica dos critérios utilizados no cálculo do imposto, considerando as particularidades de cada região da cidade. A proposta é construir uma alternativa que equilibre a arrecadação municipal com a capacidade de pagamento dos contribuintes.

Para o setor lojista, a revisão é fundamental para evitar novos impactos negativos sobre a atividade econômica e garantir um ambiente mais estável para investimentos e geração de empregos na capital.


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