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João Pereira atribui atraso de emendas da saúde à burocracia e prevê liberação dos recursos

O vereador João Pereira (PT), presidente da Comissão de Saúde, atribuiu a entraves burocráticos a demora na liberação de emendas parlamentares destinadas à saúde de Teresina. Segundo o parlamentar, a Prefeitura deveria concentrar esforços para acelerar a tramitação dos recursos e garantir que os valores cheguem à rede municipal. As declarações foram dadas ao O Dia nesta quinta-feira (24).

Assis Fernandes / O DIA
João Pereira atribui atraso de emendas da saúde à burocracia e prevê liberação dos recursos

A discussão sobre as emendas ganhou espaço nas últimas semanas entre os vereadores, diante de questionamentos sobre recursos indicados para ações e serviços de saúde. Também chegou a ser discutida a possibilidade de convocação da presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, para prestar esclarecimentos à Câmara.

Para João Pereira, porém, o problema está principalmente nos procedimentos administrativos necessários para que os recursos possam ser executados.

“Vejo que a saúde é uma área que deve ser priorizada em qualquer gestão. Eu acredito que é mais no campo burocrático, acredito que a própria Prefeitura deva ter já uma força-tarefa para resolver essa situação, porque é mais dinheiro que precisa ser investido na área da saúde, seja na área da capacitação, seja na área dos pequenos procedimentos”, afirmou.

O parlamentar defendeu ainda que as emendas impositivas sejam executadas conforme as indicações realizadas pelos vereadores, observados os procedimentos legais.

“Emendas são, por lei, uma determinação de quem indica, os vereadores. Portanto, eu acredito que esse problema está solucionado e acredito que, já já, as emendas serão liberadas após o trâmite burocrático”, declarou.

Segundo João Pereira, uma equipe dedicada especificamente à tramitação dessas demandas poderia reduzir o tempo necessário para execução dos recursos.

“Porque, se você tem uma equipe para resolver a burocracia, automaticamente as coisas acontecem naturalmente”, acrescentou.

A saúde municipal já vem sendo acompanhada pela Câmara por meio de audiências e prestações de contas. Em maio, por exemplo, João Pereira presidiu audiência em que a FMS apresentou a execução orçamentária do primeiro quadrimestre de 2026, quando informou ter aplicado R$ 518 milhões em ações e serviços de saúde entre janeiro e abril.

A avaliação de que a demora decorre de questões burocráticas representa a posição do vereador. Não foram apresentados, na entrevista, prazos específicos para a liberação das emendas ainda pendentes.