O vice-prefeito de Teresina, Jeová Alencar (União Brasil), negou que a Prefeitura de Teresina vá interferir nas articulações para a escolha do próximo presidente da Câmara Municipal. Ex-presidente do Legislativo teresinense, Jeová defendeu a autonomia da Casa e afirmou que o prefeito Silvio Mendes (União Brasil) respeitará a decisão tomada pelos vereadores.
O atual presidente da Câmara de Teresina é o vereador Enzo Samuel (PV). O parlamentar está no segundo mandato consecutivo à frente da Câmara e não poderá disputar novamente o comando da Casa. Entre os nomes envolvidos nas articulações aparecem os vereadores Bruno Vilarinho (PRD), atual líder do prefeito no Legislativo, e Gustavo de Carvalho (PT), que não descartou entrar na disputa. A Câmara de Teresina é composta por 29 vereadores.
Questionado especificamente sobre uma eventual candidatura de Gustavo de Carvalho à Presidência, Jeová evitou manifestar preferência e afirmou que todos os parlamentares têm legitimidade para pleitear o cargo. Segundo ele, a definição precisa permanecer restrita aos membros do Legislativo.
“Todos os 28 nomes, porque 29 não, pois Enzo não pode disputar, são bons nomes. Eu fui presidente daquela Casa e lutei muito para que ela tivesse sua autonomia. Então, qualquer um que coloque o nome e chegue a ser presidente terá o nosso respeito e terá sempre o respeito do prefeito Silvio Mendes. Os poderes são livres para escolher. A Câmara é livre para escolher o seu presidente. A eleição da Mesa Diretora é uma questão interna da Câmara, que tem que ser decidida pelos 29 vereadores”, afirmou.
Apesar das movimentações, o vice-prefeito acredita que os vereadores ainda podem construir um entendimento que evite uma disputa entre chapas.
“Eu acredito que sempre vai ter um consenso, mas, se tiver também disputa, faz parte. Acredito muito no consenso”, declarou.
Nos bastidores, a possibilidade de uma composição consensual tem sido defendida por vereadores durante as conversas sobre a sucessão. Ao mesmo tempo, diferentes nomes seguem envolvidos nas articulações para a próxima Mesa Diretora.
Jeová reforçou que, independentemente do cenário construído pelos parlamentares, o Executivo municipal não atuará para definir quem comandará a Câmara nos próximos dois anos. Segundo ele, essa orientação também parte do próprio prefeito Silvio Mendes.
“De maneira alguma. A Câmara tem a sua autonomia, e o prefeito Silvio Mendes tem dito isso a todos, que jamais vai interferir. Não é o perfil dele. E a Câmara, como eu repito, tem autonomia. A eleição da Mesa Diretora é uma questão interna que diz respeito aos 29 vereadores”, concluiu.