O PIT Piauí Instituto de Tecnologia, em parceria com o Sistema O Dia, promoveu, na tarde desta segunda-feira (11), um treinamento voltado para a formação de analistas de prompt de Inteligência Artificial (IA), capacitando jornalistas e profissionais da comunicação para o uso estratégico das novas ferramentas tecnológicas no ambiente de trabalho.
A iniciativa faz parte das ações de extensão desenvolvidas pelo instituto e busca aproximar o mercado das inovações tecnológicas aplicadas à produção de conteúdo, redação e otimização de processos.
O gerente de Ensino do PIT, Helton Matos, destacou que o instituto foi criado para atuar em diferentes frentes ligadas à tecnologia. “O Piauí Instituto de Tecnologia foi criado com a intenção de oferecer não só a parte de ensino, mas a parte de pesquisa e extensão. Esse curso que está acontecendo, promovido pelo Jornal O Dia, é mais um exemplo da ocorrência disso, corresponde à parte de extensão. E assim como está acontecendo com o Jornal dia, acontece com outras instituições, inclusive ofertas abertas ao público em geral”, afirmou.
Segundo ele, além das turmas realizadas em parceria com empresas e instituições, o PIT também disponibiliza cursos abertos à população por meio do portal oficial do instituto. “Essas ofertas que são abertas ao público, são normalmente publicadas no portal do PIT, mas como aconteceu com o Jornal O Dia, a gente cria parcerias com algumas instituições. O Jornal dia é uma delas, assim como qualquer tipo de instituição que queira esse tipo de oportunidade, é só nos procurar que a gente faz essa parceria e viabilize esse curso. Não só o curso de análise de prompts, qualquer curso na área de tecnologia a gente está promovendo”, completou.
Durante a formação, os participantes recebem orientações sobre como utilizar ferramentas de IA de forma mais eficiente e segura, principalmente no desenvolvimento de conteúdos jornalísticos e institucionais.
O professor e gerente do PIT, Marcos Frazão, explicou que o curso ajuda os profissionais a melhorarem a produção textual e a interação com as plataformas de inteligência artificial.
“Esse curso, como é analista de prompt, ele é bastante útil para melhorar cada vez mais os textos que estão sendo produzidos. Muitas vezes comete-se erro de concordâncias verbais, pontuação. Então, as IAs, elas podem nos ajudar a melhorar essa correção, produzir textos mais assertivos, isso levando em consideração que vai ter um humano verificando, fazendo a correção necessária, não ficando apenas com a IA fazendo o papel como um todo”, disse.
Ele também explicou o conceito de prompt e a importância de formular comandos mais específicos para obter respostas mais eficientes das ferramentas. “O prompt é o que você está escrevendo que vai ser pedido que a inteligência lhe responda. Então, a maneira como você está perguntando vai impactar na resposta. Não adianta eu perguntar, veja se esse texto está correto. Ele vai verificar e vai trazer uma resposta. Mas se você mudar a pergunta, de como você pergunta, diga assim, revise esse texto, mantenha a essência do conteúdo e verifique se tem erros gramaticais. Já mudei a minha pergunta com relação à primeira pergunta. Ele vai me trazer uma resposta mais bem assertiva”, explicou.
Ainda de acordo com Marcos Frazão, embora muitas pessoas conheçam plataformas de IA, ainda há dificuldades na utilização adequada dessas tecnologias.
“Nós temos muitas LLMs no mercado de trabalho. Então, temos GPT, Gemini, Copalto. As pessoas conhecem as ferramentas, mas muitos não sabem utilizá-las de maneira correta. Então, esse curso é para poder fomentar esse conhecimento e saber utilizar a ferramenta com mais assertividade”, pontuou.
O presidente do PIT, Rafael Jales, ressaltou que o instituto atua em três pilares: educação tecnológica, empreendedorismo e inovação. “O eixo Piauí Estudo de Tecnologia, para quem não conhece, ele basicamente, falando de forma rápida, ele possui três eixos. O primeiro eixo é o eixo da educação tecnológica, que é o eixo onde a gente criou o bacharelado em inteligência artificial. Nós somos a primeira instituição a criar o curso de bacharelado em inteligência artificial”, afirmou.
Ele também destacou programas voltados ao empreendedorismo e explicou que os participantes do curso têm acesso à estrutura tecnológica do instituto, incluindo uma sala equipada em parceria com a Google para atividades de inovação.
Ao comentar sobre a parceria com o Sistema O Dia, Rafael Jales enfatizou a importância da capacitação dos profissionais da comunicação diante das transformações digitais. “Esses cursos de extensão que nós realizamos com parceiros e o Jornal O Dia hoje está aqui presente, capacitando seus profissionais em Inteligência Artificial, na Inteligência de Prompt, em como utilizar a Inteligência Artificial, é muito importante porque a IA hoje, ela é uma disciplina que ela é transversal, você pode aplicar em qualquer segmento que você vai trabalhar”, destacou.
Entre os participantes do treinamento, o repórter André dos Santos afirmou que a inteligência artificial já faz parte da realidade do jornalismo e deve ser utilizada como ferramenta de apoio ao trabalho dos profissionais. “É fundamental para nós que somos jornalistas e que, querendo ou não, vamos ter que utilizar inteligência artificial no nosso trabalho. Como o professor falou, é algo que não tem mais volta, então todas as profissões vão ser impactadas pela inteligência artificial”, afirmou.
Segundo André, a principal preocupação é manter a essência do trabalho jornalístico, com foco na apuração e na verificação das informações. “A apuração diária, a busca pela informação correta continuará sendo do jornalista. A inteligência artificial só vai ser um complemento”, completou.
A repórter Erica Pessoa também destacou que o curso representa uma oportunidade de aprimoramento profissional, especialmente para quem ainda não possui familiaridade com tecnologia. “Eu não sou tão ambientada com tecnologia, mas é um curso muito importante, principalmente para nós, que somos profissionais da comunicação, é um curso onde a gente vai aprender como aprimorar as nossas habilidades”, disse.
Ela reforçou ainda que a inteligência artificial deve atuar como ferramenta auxiliar, sem substituir o pensamento humano. “Então, o pensamento, o raciocínio principal é nosso, nós temos que ter a ideia, nós temos que ter ali todo o material, todo o embasamento para poder botar lá e pedir para ela melhorar”, concluiu.
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