O período chuvoso já começou em Teresina e, com os alertas intensificados na última semana, a previsão é de que as chuvas continuem nos próximos dias. Diante desse cenário, doenças epidemiológicas sazonais comuns nessa época do ano tendem a apresentar aumento de casos na capital, segundo alerta da Fundação Municipal de Saúde (FMS).
Entre os principais agravos estão as doenças diarreicas, que podem levar à desidratação, sobretudo em crianças menores de cinco anos. Também há preocupação com a Hepatite A, enfermidade transmitida principalmente por água e alimentos contaminados, cuja incidência costuma crescer durante períodos de maior volume de chuvas.
Outro ponto de atenção são as infecções respiratórias, como gripe, Covid-19 e até casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Essas doenças se tornam mais frequentes em razão das mudanças climáticas, da maior permanência das pessoas em ambientes fechados e da facilidade de transmissão dos vírus nesse período.
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Com as chuvas, o acúmulo de água em recipientes e o descarte irregular de lixo em terrenos baldios e residências favorecem a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. As arboviroses, portanto, também apresentam maior risco de transmissão nesta época do ano.
Segundo Amparo Salmito, gerente de Epidemiologia da FMS, é essencial reforçar as medidas de prevenção e os cuidados básicos de saúde. “Para reduzir riscos e proteger a população, orientamos manter o cartão de vacinas atualizado, aumentar a hidratação, lavar bem as mãos, evitar o acúmulo de água parada e não ter contato com água de enchentes.”
Outro agravo de destaque é a leptospirose, doença grave transmitida pelo contato com água de enchentes contaminada com urina de roedores, situação recorrente em áreas alagadas. Nesse contexto, também é observado o aumento de outras condições associadas à umidade, como as micoses.
Cuidados recomendados à população
- Manter a atualização do cartão vacinal, especialmente para gripe, dengue, pneumocócicas e meningocócicas de acordo com a faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde;
- Aumentar a hidratação, com ingestão regular de água potável, especialmente em casos de febre, diarreia ou vômitos, prevenindo a desidratação;
- Lavar bem as mãos com água e sabão, prevenindo infecções, incluindo as diarreias associadas à contaminação por moscas;
- Evitar contato com água suja proveniente de chuvas e alagamentos;
- Eliminar focos de água parada para prevenir a proliferação do mosquito da dengue.
- Procurar atendimento médico ao apresentar sinais e sintomas como febre, diarreia persistente, vômitos, dores no corpo ou dificuldade respiratória.
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