A imagem de Iemanjá, localizada na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, teve o vidro do aquário de proteção quebrado e uma das mãos danificadas no domingo (1º). O monumento, que representa um importante símbolo das religiões de matriz africana, foi novamente alvo de vandalismo. Porém, até o momento não foi identificado o responsável pelo ato contra o patrimônio religioso e cultural.
LEIA TAMBÉM
A equipe de reportagem do PortalODIA.com tentou entrar em contato com o líder religioso Rondinelli Santos, conhecido como Pai Rondinelli de Oxum, para comentar o ocorrido. Ainda não há informações se o já foi feito boletim de ocorrência informando sobre o ato. No entanto, até o momento, não houve retorno nem mais informações sobre o ato de vandalismo contra a imagem. Esta não é a primeira vez que a estátua sofre danos.
Em junho de 2024, menos de dois meses após ser instalada na Avenida Marechal Castelo Branco, a imagem — o primeiro monumento com a representação de Iemanjá negra na capital — também foi alvo de vandalismo. Na ocasião, parte do vidro de proteção da escultura foi quebrada, mas a imagem não chegou a sofrer avarias.
À época, diante do ocorrido, um grupo de sacerdotes foi até o espaço, onde fica localizado o monumento, manifestar repúdio contra o ato de violência. Os representantes cobraram do poder público mais segurança para os templos religiosos e tolerância por parte da sociedade.
Dia da Rainha das Águas é celebrado hoje (2)
Rainha do Mar. Padroeira dos pescadores. Mãe das Águas. Senhora dos Oceanos. São várias as formas de chamar Iemanjá. A divindade cultuada por religiões de matrizes africanas é celebrada em 2 de fevereiro. A representação mais comum em estátuas públicas é de uma mulher de vestido longo azul, com cabelos compridos e as palmas das mãos voltadas para cima.
Por todo o Brasil, são realizadas festas com oferendas em homenagem a Iemanjá. A festividade integra o calendário cultural de várias cidades. Uma das mais tradicionais é a de Salvador. De acordo com o historiador Ubaldo Marques Porto Filho, a celebração à beira mar começou em 1924, organizada por pescadores da praia do Rio Vermelho.
Outros historiadores contam que as festividades foram realizadas pela primeira vez em 1923. A pesquisadora Edilece Couto registra que as homenagens a Iemanjá substituíram a Festa de Sant'Ana, que era uma tradição do início do século XIX.
No dia de Iemanjá, os devotos rendem homenagens com presentes. Segundo o Santuário Nacional da Umbanda, antigamente, eram enviados ao mar barquinhos de madeira com perfumes, rosas, sabonetes e espelhos. Quando os barquinhos chegavam à praia, viraram brinquedos para os filhos dos pescadores.
Com o aumento da devoção e o grande volume de oferendas, a tradição foi mudando e os barquinhos passaram a ser de isopor. Por questões ecológicas, a prática já não é recomendada. As pessoas, geralmente, oferecem rosas brancas, perfume sem o frasco e champanhe sem a garrafa.
Você quer estar por dentro de todas as novidades do Piauí, do Brasil e do mundo? Siga o Instagram do Sistema O Dia e entre no nosso canal do WhatsApp se mantenha atualizado com as últimas notícias. Siga, curta e acompanhe o líder de credibilidade também na internet.