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IFPI suspende alunas após denúncia de homofobia e racismo contra professor

O Instituto Federal do Piauí (Ifpi) suspendeu as alunas denunciadas por fazerem ataques homofóbicos e racistas a um professor da instituição em Teresina. Os ataques foram proferidos em um grupo de estudantes da instituição. A vítima é o professor Jailson Oliveira, do Ifpi da Zona Sul. Nos prints que ele divulgou, as alunas dizem que o “odeiam porque ele é gay e não porque ele é professor”.

Arquivo / O Dia
IFPI suspende alunas após denúncia de homofobia contra professor

As estudantes foram suspensas pelo Ifpi na manhã desta terça-feira (16) após reunião da diretoria-geral do Campus Teresina Zona Sul com a Controladoria Interna do Ifpi. As alunas responsáveis pelos ataques ao professor também participaram da reunião. Em nota, o Ifpi informou que elas foram suspensas imediatamente e que foi aberto um Processo Disciplinar para apurar a situação.

O processo, segundo a instituição, seguirá os prazos e ritos legais necessários para esclarecer todo o ocorrido. O Ifpi reforçou que esse tipo de denúncia tem prioridade na apuração bem como a aplicação de sanções de acordo com a legislação.

Na nota, o Instituto repudiou quaisquer atos de discriminação de qualquer natureza, assédio, importunação, dentre outros. O Ifpi ressaltou que estas práticas não condizem com as diretrizes da instituição e que preza pela ética, respeito e segurança de todos os seus alunos, servidores e colaboradores.

Entenda o caso

O professor do Ifpi da Zona Sul de Teresina, Jailson Oliveira, denunciou ter sido vítima de ataques homofóbico e racistas por meio de mensagens proferidas por alunas em um grupo de Whatsapp formado por estudantes. Em prints divulgados por ele, as alunas escrevem mensagens como “avisem que a gente odeia ele porque ele é gay e não porque ele é professor” e “se tu pegar qualquer gay aí na rua, ele é mais legal que o Jailson”. A esta última mensagem, uma pessoa responde “Se tu pegar qualquer um na rua. Não precisa ser gay”.

A situação gerou revolta entre os docentes do Ifpi, que usaram as redes sociais para se solidarizar com o professor Jailson. Em nota oficial, o Sindicato dos Docentes da Instituição (Sindifpi) frisou que o exercício da docência precisa ser respeitado e garantido por todas as instâncias. A entidade disse que está acompanhando, através da Coordenação Estadual e Assessoria Jurídica, os procedimentos administrativos e disciplinares.

“Nossa prioridade é a garantia da integridade física e mental do docente e demais denunciantes, para que atitudes estarrecedoras como as praticadas pelas(os) estudantes não mais encontrem lugar na instituição”, concluiu o Sindifpi.

O professor Jailson Oliveira, que denunciou os ataques homofóbico e racistas, é graduado em Design de Moda, possui especialização pelo Ifpi e Mestrado pela Universidade Federal do Piauí (Ufpi). Como profissional, já atuou como visual merchandiser em uma rede nacional de lojas de departamento e foi diretor criativo e professor substituto no Instituto Federal Catarinense (IFC).

Atualmente, Jailson leciona disciplinas práticas no curso de Moda no Ifpi da zona Sul de Teresina.