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Greve de ônibus poderá ser deflagrada em Teresina após novo impasse entre sindicato e empresários

O indicativo de greve dos motoristas e cobradores do transporte público de Teresina, que havia sido suspenso, voltou a ser cogitado na manhã desta segunda-feira (25), após uma nova divergência entre empresários e sindicato. Com isso, os trabalhadores decidirão, ainda na tarde desta segunda, se uma greve geral será deflagrada nos próximos dias.

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Greve de ônibus poderá ser deflagrada em Teresina após novo impasse entre sindicato e empresários

O novo impasse surgiu após empresários divergirem sobre o reajuste salarial dos cobradores. Atualmente, os trabalhadores recebem R$ 1.621, equivalente ao salário mínimo. No entanto, os empresários defendem que o reajuste de 5,35%, aprovado no último sábado (23), seja aplicado sobre o piso da categoria em 2025, que era de R$ 1.602.

Antônio Cardoso, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro), lamentou o ocorrido e afirmou que a decisão sobre a paralisação agora ficará a cargo da categoria.

"Eu fiquei sem condições emocionais de estar discutindo uma coisa que era tão simples e a categoria aceitou. Toda a imprensa cobriu, pra mostrar que esse desinteresse não é dos trabalhadores, não é do sindicato, não é nosso. Queria registrar isso e pedir desculpas a população. Mas agora essa decisão vai passar pelas mãos dos trabalhadores", disse.

Cardoso alertou ainda que o cenário não é positivo, embora a categoria siga aberta ao diálogo. "Vai ter uma assembleia. O cenário não é bom. Gostaria de pedir desculpas ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que tentou. Há uma semana ou mais tentando resolver esse problema, e nós também, todos de coração aberto, mas não foi possível", finalizou.

Os empresários, por outro lado, afirmaram que aceitaram conceder todos os benefícios solicitados pela categoria. Eles também defenderam a inclusão de uma nova cláusula que impeça a contratação de novos cobradores no sistema de transporte público da capital. "Nós estamos aqui fazendo uma proposta, que a partir do aumento da frota, de 224 para 225 ônibus, ela possa ter a figura somente do motorista, como em outras capitais do país", afirmou o empresário Sofiere Silva.

O reajuste de 5,35% foi aceito durante assembleia no último sábado (23). Superior a proposta anterior, de 4,11%, a categoria aceitou. No entanto, na reunião desta segunda, quando o acordo seria formalizado perante a Justiça do Trabalho, a nova divergência fez com que a possibilidade de greve fosse novamente cogitada.


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