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Fé que transforma: histórias de superação mostram a força da esperança diante das dificuldades

Em meio a desafios que pareciam intransponíveis, duas histórias reais mostram como a fé pode se tornar um ponto de apoio para enfrentar a dor, ressignificar perdas e seguir em frente. Os relatos de Helena Monteiro e Edna Pessoa revelam trajetórias marcadas por sofrimento, mas também por esperança, confiança e superação. Para o padre Ricardo Florêncio, a fé é justamente esse elo que sustenta o ser humano nos momentos mais difíceis.

Reprodução/Edna Pessoa/Instagram
Fé que transforma: histórias de superação mostram a força da esperança diante das dificuldades

A maternidade de Helena Monteiro começou sob risco. Após quatro anos de casamento, ela e o marido decidiram ter um filho. A gestação seguia bem até que, por volta da 25ª semana, surgiram complicações inesperadas.

"Após 4 anos de casada, eu decidi que ia engravidar. Foi uma gravidez planejada. E até a 25ª semana ia tudo bem comigo”, relata. A tranquilidade foi interrompida por dores e sangramento, levando à internação. Mesmo após receber alta, o quadro piorou rapidamente. "Retornei no domingo sentindo muita dor. O médico identificou que eu estava com 2 centímetros de dilatação e que eu tinha que ficar internada”, conta. Foi nesse momento de aflição que a fé começou a ganhar ainda mais espaço: Helena recebeu uma imagem da beata Laura Vicuña e passou a rezar com a família.

Arquivo Pessoal
Fé que transforma: histórias de superação mostram a força da esperança diante das dificuldades

Poucas horas depois, a bolsa rompeu e a pequena Estella nasceu extremamente prematura, com apenas 26 semanas, pesando 800 gramas. Segundo Helena, não havia previsão de UTI neonatal, mas uma vaga surgiu inesperadamente. Para ela, esse foi o primeiro sinal de providência divina.

A bebê permaneceu internada por 81 dias. Durante esse período, Helena viveu momentos de medo e incerteza, acompanhando de perto a luta da filha pela vida. Ela descreve que se agarrou intensamente à fé, frequentando a igreja, rezando e buscando forças na oração. "Mas eu confiei em Deus. Eu dizia: ela nasceu, ela chorou, então Deus tem um propósito na vida dela", afirma.

A recuperação foi lenta e delicada. Estella passou por procedimentos complexos, incluindo longos períodos de intubação e transfusões. Em meio ao desespero, Helena fez uma promessa durante uma celebração religiosa, pedindo pela retirada do tubo respiratório.

Arquivo Pessoal
Fé que transforma: histórias de superação mostram a força da esperança diante das dificuldades

"Eu pedi a Santa Terezinha que, na próxima missa, eu voltasse para agradecer", lembra. Segundo ela, ainda naquela semana a filha apresentou melhora e conseguiu deixar a ventilação mecânica. A alta hospitalar veio pouco tempo depois.

Hoje, aos 8 anos, Estella leva uma vida considerada normal, apesar de uma leve sequela motora. Estuda, brinca e é descrita pela mãe como uma criança forte e inteligente. Para Helena, a experiência deixou uma mensagem clara: mesmo nas situações mais difíceis, é possível encontrar esperança.

Três anos de perdas e um recomeço

Reprodução/Edna Pessoa/Instagram
Fé que transforma: histórias de superação mostram a força da esperança diante das dificuldades

A trajetória de Edna Pessoa também foi marcada por dor, mas terminou em superação. Ela enfrentou uma sequência de perdas gestacionais ao longo de quatro anos, o que abalou profundamente sua vida emocional e espiritual.

"A minha fé me salvou. Foi através da minha fé e confiança em Deus que hoje eu seguro no colo o meu filho. Desde quando a gente se casou, eu e o João, a gente tinha o sonho de sermos pais. E a gente achou que fosse ser fácil. Quando chegasse o tempo certo, a gente iria gestar naturalmente, normal, como todo casal. E nós enfrentamos diversos desafios , que eu não sei nem como explicar. Tudo que vivemos até aqui foi a gente se agarrando mesmo a Deus, Nossa Senhora, nossos padroeiros, que é São José, Santa Terezinha do Menino Jesus e tantos outros que eu me apeguei", declara.

O sonho de ser mãe começou logo após o casamento, mas o que parecia simples se transformou em uma longa jornada. "A primeira vez que eu gestei, a gente teve uma perda espontânea, a gente não imaginava que era o início de uma batalha que nós viveríamos durante quatro anos", relembra.

Durante esse período, Edna passou por sucessivas perdas, cada uma mais difícil que a outra. Diante das frustrações, chegou a questionar se a maternidade fazia parte de seu destino. Ainda assim, optou por não se afastar da fé.

Reprodução/O Dia TV
Edna e João Mateus

Ela conta que encontrou conforto na oração e no recolhimento, buscando forças em momentos de silêncio e espiritualidade. Com o tempo, deixou de pedir um filho e passou a pedir cura emocional e fortalecimento interior.

Esse processo marcou uma virada em sua vida. Aos poucos, surgiram oportunidades, inclusive acesso a tratamentos médicos especializados que antes pareciam impossíveis. Edna destaca que a fé caminhou lado a lado com a busca por soluções concretas.

Após realizar um procedimento adequado, ela decidiu tentar novamente. A gestação seguinte ocorreu de forma tranquila, culminando no nascimento do filho. "Se eu não tivesse tido fé e confiança em Deus, eu não teria meu milagre no colo", afirma.

Para ela, a experiência mostrou que acreditar não significa apenas esperar, mas também agir e se abrir às possibilidades.

A fé como sustentação: a visão do padre Ricardo Florêncio

Nathalia Amaral/O Dia
Fé que transforma: histórias de superação mostram a força da esperança diante das dificuldades

Para o padre Ricardo Florêncio, histórias como essas exemplificam o papel fundamental da fé na vida humana. Segundo ele, a fé não é apenas um sentimento, mas uma relação viva com Deus.

"A fé sempre é uma experiência de relação. Nós acreditamos que esse mesmo Deus que nos ama e que nunca nos abandona, sempre vai ser a resposta”, explica.

Ele ressalta que essa relação gera esperança, especialmente em momentos de dor. Mais do que esperar por um milagre, a fé oferece sentido e consolo diante das dificuldades.

O sacerdote também compara a esperança a um ponto de sustentação emocional. Para ele, é ela que permite que a pessoa continue firme, mesmo quando tudo parece incerto. Essa confiança, segundo explica, é construída na convivência com Deus, seja na oração, na igreja ou nas experiências do dia a dia.

Além disso, o padre destaca a importância de atitudes simples, como a gratidão e a oração diária, como formas práticas de fortalecer a fé. Ele explica que essas práticas ajudam a mudar a forma como as pessoas enxergam os problemas, abrindo espaço para novas perspectivas.

Ao falar diretamente com quem enfrenta dificuldades, ele deixa uma mensagem de encorajamento. "Não tenha medo. O Senhor, Ele te ama muito… e não te abandonará".

Histórias que inspiram

As trajetórias de Helena e Edna mostram que, embora a dor faça parte da caminhada, ela não precisa ser o ponto final. Em comum, as duas histórias revelam a importância da fé como força interior, capaz de sustentar, transformar e impulsionar recomeços.

Seja na luta pela vida de um filho ou na superação de perdas, a fé aparece como elemento central, não apenas como crença, mas como atitude diante da vida.


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