O prédio da Escola Estadual James Azevedo, conhecida como Escolão do Alto Alegre, na zona Norte de Teresina, que está desativada, pode se transformar em moradia para 94 famílias de baixa renda, distribuídas em 94 apartamentos. A proposta prevê a requalificação da antiga escola e, aproveitando parte da estrutura já existente e somando novos blocos ao terreno.
O projeto foi apresentado pelo Movimento Nacional de Luta por Moradia e tem o apoio do deputado estadual Francisco Limma (PT), que já encaminhou requerimento à Assembleia Legislativa solicitando ao Governo do Estado a cessão do imóvel ao movimento. Segundo o parlamentar essa pode ser a primeira experiência do tipo no Piauí.
“É um projeto que une moradia digna e formação cidadã, porque, além das habitações, mantém espaços destinados à educação e à qualificação das famílias", afirma o deputado, que também discute a viabilização do empreendimento com os governos estadual e federal.
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Atualmente, cerca de 30 famílias ocupam o antigo prédio escolar. A ideia é que o projeto seja inscrito para seleção no Minha Casa, Minha Vida, dentro de uma modalidade já prevista pelo programa federal: o MCMV-Entidades permite tanto a construção de unidades novas quanto a requalificação de imóveis existentes para uso habitacional.
Escola daria lugar a apartamentos
A estrutura da antiga escola seria reformada para receber 30 apartamentos, cada um com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. No mesmo terreno, seriam erguidos mais três blocos de quatro pavimentos, somando outras 64 unidades e completando as 94 moradias previstas no projeto.
Além das unidades habitacionais, a proposta reserva espaços de uso coletivo, com refeitório com cozinha, biblioteca, salas para cursos de capacitação, quadra esportiva, área de lazer coberta, bicicletário, quintal agroecológico e área verde. O projeto também prevê energia solar, reaproveitamento de água e estrutura para coleta seletiva.
Se aprovado, o Escolão do Alto Alegre pode servir de modelo para o reaproveitamento de outros prédios públicos ociosos em bairros já dotados de infraestrutura urbana. Recuperar construções existentes, em vez de deixá-las abandonadas ou demoli-las, é uma lógica que também vem ganhando espaço nas linhas de financiamento da Caixa Econômica Federal.
A representante do Movimento Nacional de Luta por Moradia, Anísia Teixeira, defende que outros prédios públicos sem uso no estado sigam o mesmo caminho e sejam requalificados para moradia popular.