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Empresária suspeita de torturar doméstica de 19 anos grávida no Maranhão é presa em Teresina

Foi presa na manhã desta quinta-feira (07) em Teresina a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma doméstica de 19 anos, grávida, na cidade de Paço do Lumiar, região da Grande São Luís, Maranhão. A informação foi confirmada via redes sociais pela advogada de defesa da investigada, Nathaly Moraes.

Carolina teve sua prisão preventiva decretada nesta madrugada pela Justiça do Maranhão após pedido da Polícia Civil.

“Ela [Carolina] foi presa em Teresina e já está na Central de Flagrantes. Ela vai cumprir integralmente as ordens judiciais e não tem nenhum interesse em se omitir. Pelo contrário, ela vai cumprir as determinações e pagar pelo que de fato deve no processo, fazendo as reparações nas esferas cível e criminal”, pontuou a advogada.

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Nathaly Moraes é advogada da empresária Carolina Sthela

Carolina foi presa em Teresina e não em Paço do Lumiar, onde reside, porque veio deixar o filho de seis anos com familiares, sabendo que iria ser presa. “A criança não tem nenhum parente no Maranhão além dela e não teria com quem ficar. Por isso ela o trouxe para Teresina, onde há pessoas que podem cuidar dele”, explicou Nathaly Moraes.

As buscas por Carolina iniciaram na última quarta-feira (06), depois que a polícia esteve em sua residência para intimá-la e não a encontrou. Consta no relatório policial que a empresária torturou uma jovem de 19 anos grávida de cinco meses, que trabalhava em sua casa. Ela teria acusado a jovem de roubar uma joia teria começado a agredi-la para que ela falasse onde havia escondido o objeto.

Reprodução/Redes Sociais
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina acusada de agredir doméstica grávida

Em depoimento, a doméstica afirmou que foi derrubada no chão, levou puxões de cabelo, tapas, socos e murros e que, durante as agressões, só pensava em proteger a própria barriga. A jovem disse, ainda, que um homem não identificado chegou na casa no momento e também começou a agredi-la junto com Carolina.

Pouco depois, a joia que a empresária acusou a doméstica de ter roubado foi localizada dentro de um cesto de roupas sujas.

Jornada de trabalho de dez horas

Em depoimento, a jovem deu detalhes de como era o trabalho na casa de Carolina Sthela Ferreira. De acordo com o relato, ela trabalhava quase dez horas por dia de segunda a sábado com apenas 30 minutos de intervalo para almoço e recebia cerca de R$ 750 a cada 15 dias. Entre as atividades que fazia estavam limpar a casa, lavar roupas, cozinhas e cuidar do filho de seis anos da acusada.

Os pagamentos, segundo a jovem, eram feitos por meio da conta de terceiros e não diretamente por Carolina.

O caso foi denunciado na 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagy, que solicitou à justiça a prisão de Carolina, bem como a abertura de um processo na esfera trabalhista para apurar as denúncias feitas pela jovem sobre as condições de trabalho.

Reprodução
Jovem de 19 anos foi agredida após patroa a acusar de roubar uma joia

Em nota publicada na última terça (05), a empresária Carolina Sthela afirmou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Disse, ainda, que entende a gravidade do assunto e que tudo deve ser apurado som seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao processo legal.


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