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Douglas Fonseca é novamente preso durante operação contra falsos investimentos financeiros em Teresina

O fundador da DF Trader, Douglas Fonseca, foi preso novamente nesta terça-feira (22), durante a Operação Paládio, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). A ação cumpriu mandados no Piauí e em outros três estados.

Reprodução/Instagram
Douglas Fonseca é novamente preso durante operação contra falsos investimentos financeiros em Teresina

Segundo informações do MPPI, foram expedidos três mandados de busca e apreensão no âmbito da operação nacional. Os alvos são investigados por envolvimento em um esquema criminoso relacionado à oferta de falsos investimentos financeiros e à lavagem de dinheiro.

Em Teresina, Douglas Fonseca foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo, encontrada durante o cumprimento dos mandados. Também foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos. O conteúdo dos dispositivos será extraído e analisado para subsidiar o andamento das investigações.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso teria montado uma estrutura empresarial sofisticada para captar investidores, oferecendo aplicações financeiras apresentadas como seguras e altamente rentáveis, supostamente vinculadas a empreendimentos imobiliários e do agronegócio.

A captação dos recursos ocorria por meio de agências de intermediação de investimentos, instaladas em escritórios de alto padrão, estratégia que, segundo os investigadores, reforçava a aparência de solidez e credibilidade do negócio.

Os investigados também mantinham forte exposição nas redes sociais e em programas de televisão, divulgando uma imagem de sucesso e segurança financeira que teria levado vítimas a aportar valores elevados.

Ainda conforme as investigações, os recursos captados não eram efetivamente aplicados nos investimentos oferecidos. Os valores seriam apropriados pelo grupo, que utilizava pessoas jurídicas com nomes semelhantes aos de instituições financeiras reais, além de aplicativos que simulavam plataformas de investimento.

Com isso, os investidores tinham a falsa impressão de que os valores haviam sido aplicados e estavam rendendo normalmente.