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Decreto de situação de emergência na saúde em Teresina é prorrogado por mais 90 dias

A Prefeitura de Teresina prorrogou, por mais 90 dias, o estado de emergência na saúde pública do município. O novo decreto, foi publicado em 7 de julho de 2025 e estende os efeitos do Decreto nº 27.565, de 9 de janeiro deste ano, que já havia sido renovado anteriormente pelo Decreto nº 27.915/2025. A possibilidade da prorrogação da situação de emergência na saúde pública na capital havia sido antecipada pelo Portal O Dia.

Assis Fernandes / O DIA
Sede da FMS, a Fundação Municipal de Saúde de Teresina.

Segundo o documento assinado pelo prefeito Sílvio Mendes e pelo secretário municipal de Governo e vice-prefeito, Jeová Alencar, a medida foi necessária diante da persistência das dificuldades para a regularização dos estoques de insumos e medicamentos nas unidades de saúde da capital, mesmo após a adoção de ações emergenciais e a abertura de diversos processos licitatórios.

Com a renovação do decreto tem como objetivo garantir a continuidade de medidas urgentes para evitar danos irreparáveis à saúde da população, especialmente àquelas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O novo período de emergência tem efeito a partir desta quarta-feira, dia 9 de julho de 2025, mantendo o caráter excepcional da medida e reforçando a necessidade de respostas rápidas e eficazes para o enfrentamento da crise no sistema de saúde municipal.

Clique aqui e confira o decreto.

FMS segue com presidência interina

Atualmente, Francisco Pádua exerce função de presidente interino da FMS. Ele substitui Charles Silveira, que pediu exoneração do cargo alegando divergências internas na condução da fundação. “A direção praticamente permanece. Aquela direção é antiga e eu passei 12 anos na fundação. E por mérito ao longo desse período, a gente foi pescando, convencendo as pessoas a aceitarem serem gerentes de um sistema público de saúde que ao longo do tempo se mostrou importante para Teresina, para o estado e para a região inteira”, afirmou Silvio Mendes.

Jailson Soares / O Dia
Charles da Silveira pediu desligamento da FMS

Sobre Francisco Pádua, o prefeito destacou que a nomeação é temporária e que a definição de um novo presidente será feita com cautela. “Eu não vou pedir esse sacrifício do Pádua, porque é sacrifício, ele fica provisoriamente respondendo pela presidência, a direção toda continua, porque são pessoas experientes e vamos ver como vai ser”, relatou.

Silvio Mendes também ressaltou as dificuldades para preencher cargos de gestão na saúde pública. “A FMS enfrenta um desafio grande. É um mercado muito difícil. Encontrar profissionais qualificados dispostos a ganhar pouco e lidar com muitos problemas não é tarefa simples. Mas o Pádua me prometeu empenho, e eu agradeço a ele, de responder pela direção, conta com o apoio dos demais colegas de direção e a gente escolher isso com calma, para que depois a gente não tenha outra crise que é absolutamente desnecessário”, finalizou.


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