Portal O Dia

Cultura evangélica pode virar patrimônio cultural imaterial de Teresina

No Piauí, segundo o Censo de 2022 do IBGE, 15,6% da população se declara evangélica, um aumento de 5,99% em relação a 2010. Com o crescimento do número de evangélicos no estado e, especialmente, em Teresina, um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal da capital (CMT) propõe tornar a cultura evangélica Patrimônio Cultural Imaterial de Teresina. A proposta é de autoria da vereadora Ana Fidelis (Republicanos).

Reprodução/Freepik
Projeto em tramitação na Câmara Municipal de Teresina quer tornar a Cultura Evangélica patrimônio imaterial

O texto do projeto aponta que a cultura evangélica deve ser reconhecida como patrimônio cultural por sua relevância histórica, social, cultural e comunitária na formação da identidade da capital, destacando as contribuições da comunidade evangélica para o desenvolvimento de Teresina.

De acordo com a matéria, são reconhecidas como manifestações da cultura evangélica às expressões presentes em cultos, músicas e cânticos gospel, ações sociais e educativas, valores, tradições e costumes, além de eventos públicos de caráter religioso e cultural realizados no município.

A proposta argumenta que o reconhecimento como patrimônio imaterial pode contribuir para a valorização e preservação dessas manifestações, além de promover a diversidade religiosa, fortalecer a identidade cultural, ampliar o sentimento de pertencimento da população e incentivar ações de memória, registro e difusão cultural.

Na justificativa do projeto, a vereadora Ana Fidelis afirma que o reconhecimento da cultura evangélica como patrimônio respeita o princípio constitucional da laicidade do Estado e da liberdade religiosa, sem criar privilégios a um grupo específico, mas reconhecendo sua importância cultural.

Assis Fernandes / O DIA
Ana Fidelis é a autora da proposta.

“As comunidades evangélicas desempenham relevante papel social, por meio de ações solidárias, educativas, culturais e de apoio às famílias, contribuindo para a promoção da cidadania, da paz social e da dignidade humana. Suas manifestações culturais, como músicas, eventos, celebrações e projetos comunitários, constituem patrimônio imaterial que integra a identidade do povo teresinense”, disse a parlamentar no texto.

O projeto segue em tramitação na Câmara Municipal de Teresina e, para se tornar lei, ainda precisa ser aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Silvio Mendes (União Brasil).


Você quer estar por dentro de todas as novidades do Piauí, do Brasil e do mundo? Siga o Instagram do Sistema O Dia e entre no nosso canal do WhatsApp se mantenha atualizado com as últimas notícias. Siga, curta e acompanhe o líder de credibilidade também na internet.