O prefeito de Teresina, Silvio Mendes, afirmou nesta quinta-feira (12) que não descarta discutir um possível reajuste na tarifa do transporte coletivo da capital. A declaração foi dada ao comentar os impactos do cenário internacional, especialmente o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que tem pressionado para cima o preço do petróleo e pode refletir diretamente no custo dos combustíveis.
Segundo o gestor municipal, o aumento do combustível pode gerar efeitos em cadeia na economia local, afetando não apenas o transporte público, mas também o custo de vida da população. "Uma guerra que a gente não sabe nem o motivo, ou então desconfia dos interesses, e que compromete a economia do mundo inteiro. Eu espero que seja o mínimo (de influência em Teresina). Mas aumenta combustível, aumenta o custo de vida, o preço do supermercado, aumenta tudo. Então vamos esperar e ver o que vai acontecer", afirmou o prefeito.
Atualmente, a tarifa de ônibus em Teresina está congelada desde 2019. O valor da passagem inteira é de R$ 4,00, enquanto a tarifa estudantil custa R$ 1,35. Durante a entrevista, Silvio Mendes também comentou sobre o modelo de financiamento do transporte coletivo e criticou o uso de subsídios públicos para manter o sistema em funcionamento.
"Em princípio eu sou contra o subsídio, de usar dinheiro público no setor privado. Hoje são 100 milhões de reais no transporte urbano, sem contar o transporte de professores, de alunos, de estudantes da zona rural, que é mais que o dobro do que se tem no transporte urbano. A gente reclama muito de transporte urbano, mas nas cidades, fora daqui, é muito maior o subsídio. São demandas que cidades do porte de Teresina enfrentam e nós temos limitação de recursos financeiros. Alguém está pagando para os outros usarem: outros que não têm emprego, por exemplo. O transporte coletivo em Teresina chegou a transportar mais de 60% da população. Hoje (transporta) apenas 11%", argumenta.
Apesar de admitir a possibilidade de discussão sobre reajuste, o prefeito ressaltou que qualquer decisão deverá ser tomada com cautela, levando em consideração a situação econômica da população. "A população não aguenta aumento de imposto. É preciso ter muita cautela. Mas, se for preciso a gente discute e faz o que a população, a quem devemos servir, decidir. A população sempre decide", afirmou.
Nas últimas semanas, consumidores piauienses têm relatado aumento no valor da gasolina e do diesel nos postos de combustíveis da capital e do interior. Em entrevista recente PortalODia.com, o presidente do Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis do Estado do Piauí, Guilherme Parente, atribuiu a alta ao cenário internacional, especialmente à tensão entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, nos últimos sete dias o preço do barril de petróleo registrou forte valorização.
Segundo a Secretaria de Fazenda do Estado, o aumento nos postos está ocorrendo antes mesmo de qualquer reajuste oficial na cadeia de distribuição. Ele também citou que o mercado internacional de energia está sendo monitorado diante de possíveis impactos provocados por conflitos e instabilidades geopolíticas, bem como reuniões de organismos internacionais discutem a utilização de reservas estratégicas de petróleo para reduzir oscilações bruscas nos preços.
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