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Cesta básica sobe em Teresina e consome 44,6% do salário mínimo

O custo da cesta básica em Teresina subiu 3,1% entre fevereiro e março de 2026, chegando a R$ 668,78, segundo levantamento do Dieese. Com o aumento, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou comprometer 44,6% da renda líquida para adquirir os alimentos essenciais, além de trabalhar cerca de 90 horas e 46 minutos apenas para essa finalidade.

O avanço mensal reflete a alta de preços em oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica na capital piauiense. Entre os itens que mais pressionaram o custo estão o tomate, com aumento de 17,2%, e o feijão carioca, que subiu 14,56%. Também tiveram elevação o arroz, leite, farinha, carne bovina, café e manteiga.

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Cesta básica sobe em Teresina e consome 44,6% do salário mínimo

Por outro lado, alguns alimentos apresentaram queda de preço no período, como banana, óleo de soja e pão francês. O açúcar manteve estabilidade. Mesmo com essas reduções pontuais, o conjunto dos produtos registrou alta significativa no mês.

No acumulado de 2026, a cesta básica em Teresina já apresenta aumento de 3,67%. No entanto, na comparação com março de 2025, houve leve recuo de 0,94%, resultado influenciado por quedas anteriores em itens como arroz, leite e açúcar ao longo dos últimos meses.

O impacto no orçamento das famílias é direto. Em fevereiro, o comprometimento da renda líquida era de 43,26%, percentual que cresceu em março com o encarecimento dos alimentos. O tempo de trabalho necessário para adquirir a cesta também aumentou, passando de 88 horas e 2 minutos para mais de 90 horas.

O cenário local acompanha uma tendência nacional. Todas as capitais brasileiras registraram aumento no custo da cesta básica no mesmo período. As maiores altas ocorreram em cidades como Manaus, Salvador e Recife. Já os maiores valores foram observados em São Paulo e Rio de Janeiro.

Fatores como chuvas, redução de oferta e aumento da demanda contribuíram para a elevação dos preços de produtos como tomate, feijão e carne. Em alguns casos, problemas na colheita e expectativa de menor produção também influenciaram os custos.

Diante desse cenário, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.425,99, valor mais de quatro vezes superior ao mínimo vigente. O dado evidencia a distância entre a renda disponível e o custo real de vida nas capitais brasileiras, incluindo Teresina.


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