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Caso Francisco Alan: morte de motorista por app pode ter sido latrocínio, diz Barêtta

A morte do motorista por aplicativo Francisco Alan, que estava desaparecido desde o último dia 30 de março e foi localizado na noite desta quarta-feira (8), em uma área próxima ao município de Altos, entre o município e Alto Longá, pode ter sido um latrocínio. É o que afirmou o delegado Francisco Costa, o Barêtta, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (9).

Assis Fernandes/ O DIA
Delegado Francisco Costa, o Barêtta.

Segundo o delegado Barêtta, a principal linha de investigação inclui que o crime pode se tratar de latrocínio — roubo seguido de morte. “Ele era motorista de aplicativo e foi atraído para o local. A investigação está em andamento e nós estamos realizando o inquérito policial, que está muito robustecido”, afirmou o delegado.

“A natureza jurídica do fato está caminhando para um crime de latrocínio, porque o carro da vítima foi utilizado para a realização de outros crimes. Estamos aguardando o laudo cadavérico, mas preliminarmente já identificamos que ele recebeu três disparos de arma de fogo”, disse o delegado, acrescentando Barêtta ainda que há indícios de que o veículo da vítima tenha sido utilizado em outras ações criminosas.

De acordo com a Polícia Civil, o corpo foi encontrado em uma cova rasa, apresentando sinais de violência, como lesões e pelo menos três perfurações por bala, na cabeça e tórax. O corpo foi encontrado já com alguns sinais de decomposição. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) de Teresina, onde passou por exames periciais que devem apontar oficialmente a causa da morte.

Reprodução / Redes Sociais
Francisco Alan
Reprodução
Corpo foi encontrado em cova rasa, próximo a Altos

O delegado-geral Luccy Keiko também comentou o caso, mencionando o histórico pessoal da vítima, que tinha problemas relacionados a adicção e já havia passagens pela polícia. As autoridades reforçam o pedido de colaboração da população. Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima por meio do número 0800 086 0190, número do BO Fácil. O caso segue sob investigação e a Polícia terá um prazo de 30 dias para concluir o inquérito.

Seis suspeitos da morte de Francisco Alan foram presos

 Seis pessoas foram presas na manhã da última quarta-feira (08) suspeitas de envolvimento no desaparecimento dele. A operação que resultou na prisão foi realizada nas primeiras horas da manhã pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações estão sendo conduzidas pelo delegado Jorge Terceiro, do Núcleo de Desaparecidos do DHPP. Além das prisões, foram encontradod materiais provinientes de roubo, como joias.

Reprodução
Com os suspeitos, foram encontradas joias provinientes de furto e roubo

Segundo ele, foram cinco presos na zona norte da capital e um suspeito preso na cidade de Altos. Parte deles são integrantes do PCC. "Até o momento, nós já temos comprovação que fazem parte de uma facção (PCC). Os outros estamos levantando ainda, pois há alguns indivíduos que faltam ser identificados e foram trazidos aqui (DHPP) para isso", informou o delegado.


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