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Boulos elogia política de segurança do Piauí e diz que esquerda trata tema com "seriedade"

Durante agenda em Teresina nesta sexta-feira (6), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, comentou sobre a política de segurança pública do Piauí e destacou as iniciativas do governo federal na área. Em entrevista ao O Dia, ele avaliou positivamente a atuação do governador Rafael Fonteles e afirmou que governos de esquerda tratam o tema com "seriedade".

Assis Fernandes/O Dia
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

O governo do Rafael é uma expressão muito boa do quanto é mentirosa essa ideia de que governos de esquerda, populares, não tratam o tema da segurança pública com seriedade. O Piauí hoje tem uma das menores taxas de criminalidade do Brasil. Uma política exitosa que, inclusive virou modelo para um programa nacional para evitar o roubo e furto de celulares e que merece ser vista com muita atenção e respeito

Guilherme BoulosMinistro

Na entrevista, o ministro também comentou ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltadas ao enfrentamento da criminalidade, destacando a proposta de emenda à Constituição voltada à segurança pública e operações contra o crime organizado.

"Lula foi quem mandou a PEC da Segurança, que traz mais responsabilidade para o Governo Federal. O Lula teve a firmeza e mandou a PEC da Segurança. O Lula está sendo o primeiro presidente que tá de verdade combatendo o crime organizado no andar de cima. Você ir lá na comunidade fazer mandado de prisão chutando a porta, é fácil. Agora ir fazer mandado de prisão na Faria Lima, prender banqueiro que está lavando dinheiro para o crime organizado, como a Carbono Oculto fez. Quem tá fazer isso é o presidente Lula".

Ao comentar o cenário político nacional e o debate sobre segurança pública nas eleições, Boulos também mencionou a possibilidade de confronto de ideias com representantes da oposição, especialmente no assunto segurança pública. "Eu quero muito na eleição - ainda mais se o candidato for o Flávio Bolsonaro - poder discutir sobre segurança pública. Porque ele vai ter que explicar a relação dele com as milícias e com o escritório do crime lá no Rio de Janeiro", disparou.

Ministro cumpre agenda no Piauí

A visita de Boulos ao estado fez parte de uma agenda institucional ao lado do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Os dois participaram da primeira edição do “Debate na Rua”, realizada na Praça Rio Branco, no centro de Teresina. A iniciativa teve como objetivo promover um diálogo direto com a população sobre temas de interesse nacional.

Durante o encontro, os ministros conversaram com moradores e trabalhadores da capital piauiense sobre a proposta do Governo do Brasil de acabar com a escala de trabalho 6x1, com redução da jornada e sem diminuição de salários. Ao longo da atividade, os ministros responderam perguntas do público, esclareceram dúvidas e ouviram opiniões dos participantes. A proposta é levar o debate sobre políticas públicas para espaços abertos, aproximando o governo da população.

Letycia Bond/Agência Brasil
Proposta prevê redução da jornada sem corte de salários

Durante a conversa com o público, Boulos destacou os impactos da escala de trabalho na vida cotidiana de trabalhadores. “Estamos falando de pessoas. Imagine uma mulher que trabalha como garçonete num restaurante. Os restaurantes, no fim de semana, é onde tem maior movimento. Quando ela está na escala 6x1, o dia de descanso dela vai ser na segunda, quando os filhos estão na escola, o marido está trabalhando. A pessoa não tem vida. Não tem tempo para a família”, disparou Boulos.

Proposta prevê redução da jornada sem corte de salários

A proposta do governo federal prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem qualquer redução salarial. A mudança alteraria apenas a organização da escala de trabalho, mantendo a remuneração dos trabalhadores.

Segundo o governo, o formato das escalas poderá variar de acordo com o setor econômico e deverá ser definido por meio de negociação entre empresas e sindicatos. A iniciativa faz parte do debate nacional sobre modernização das relações de trabalho e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.


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