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Após retirada de barracas, permissionários do Mercado Central apostam no aumento de vendas e visitação

Desde ontem (07), quase 90 permissionários que trabalhavam em barracas instaladas na Rua João Cabral, ao lado do Mercado Central São José, centro de Teresina, começaram a ser retirados e transferidos para a área interna do local. Na manhã desta quarta (08), ainda havia comerciantes realizando a mudança, que deve continuar até o fim da semana.

A medida, segundo os permissionários, além de trazer melhorias estruturais, devido à reforma, também deve aumentar as vendas e as visitações de turistas no mercado. Para Emanuel Fernandes, a revitalização do Mercado Central

Érica Pessoa/ODIA
Após retirada de barracas, permissionários do Mercado Central apostam no aumento de vendas e visitação

“A reforma trouxe mais vida para o nosso ambiente de trabalho. Trouxe segurança também, pois antes era muito desorganizado e, agora, são áreas bem separadas, fazendo com que o mercado ganhe vida, e antes estava morto. Agora tem mais fluidez e passagem de clientes, e nossos produtos se tornaram mais bem vistos. Comparado a antes, as vendas aumentaram bastante, e a visitação também aumentou, tanto de pessoas daqui, como de outros estados, como Maranhão, Pará, Paraná. Vem para conhecer o mercado e acaba levando alguma coisa de lembrança”, disse.

O permissionário Odilon Monteiro destacou que toda mudança traz vantagens e desvantagens. Contudo, ele explicou que está muito satisfeito com a revitalização do Mercado e com o novo espaço para comercializar seus produtos. Ele que trabalhava há mais de 30 anos no mercado, agora pode expor sua mercadoria em um box localizado no setor de cereais.

Érica Pessoa/ODIA
Após retirada de barracas, permissionários do Mercado Central apostam no aumento de vendas e visitação

“Queremos ver o Mercado Central limpo e reformado, pois, em todas as capitais, os mercados são sempre bem visitados pelos turistas. Em março, o mercado completou 172 anos, e queremos vê-lo assim, como um modelo na nossa capital”, destacou.

A vendedora de plantas e ervas, Dra. Lúcia do Pau, também trabalhava em uma barraca improvisada na rua e agora foi transferida para um dos boxes internos do Mercado Central. Para ela, a mudança não irá prejudicar suas vendas, já que possui clientes fieis, e ainda lhe proporcionará mais conforto, protegida contra o sol e a chuva.

“Eu estou gostando, pois não estou pegando chuva. Se eu estivesse lá fora agora, a barraca estaria coberta e meus netos teriam que se proteger nas lojas, para não se molhar. Fico triste por um lado e feliz por outro. Meus clientes estão vindo e estou muito satisfeita”, completou.

Érica Pessoa/ODIA
Após retirada de barracas, permissionários do Mercado Central apostam no aumento de vendas e visitação

André Costa, diretor do Mercado Central, destacou que, com a transferência dos permissionários para a área interna do local, os trabalhadores estão livres dos fenômenos naturais, como sol e chuva, além de não expor os produtos à sujeira, como lama e esgotos a céu aberto.

“Tivemos aceitação por parte da grande maioria dos permissionários, mas ainda encontramos algumas resistências. Era uma cultura que eles tinham de feira, e que agora estão se adequando para essa nova situação”, concluiu.

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Após retirada de barracas, permissionários do Mercado Central apostam no aumento de vendas e visitação

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