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Após reajuste salarial, motoristas e cobradores pedem renovação da frota de ônibus de Teresina

Mesmo após o acordo que suspendeu a greve dos motoristas e cobradores do transporte público de Teresina, a categoria afirma que continuará cobrando melhorias nas condições de trabalho e, especialmente, dos ônibus que circulam na capital. Nesta segunda (25), em entrevista ao programa Comando Geral, da FM O Dia, o presidente do Sindicato dos trabalhadores em empresas de transportes rodoviarios do Piauí (Sintetro), Antônio Cardoso, afirmou que a frota atual está sucateada e necessita de renovação urgente.

Assis Fernandes / O DIA
Antonio Cardoso, presidente do Sintetro.

O dirigente sindical também chamou atenção para as condições da frota de ônibus que circula em Teresina, classificando os veículos como sucateados e cobrando investimentos imediatos na renovação dos coletivos.

"A categoria hoje está muito doente. Os carros estão sucateados, não houve renovação da frota. Tem carros aí que os bancos e outras estruturas do veículo estão escorados em pau, ferros, amarrados. Isso porque os carros não são renovados. A gente quer a renovação da frota de imediato, porque a nossa frota é uma das mais velhas dentre os estados da federação", afirmou Antônio Cardoso.

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Categoria reclama da estrutura da frota de ônibus.

Reajuste de 5,35% não é suficiente para os trabalhadores, diz presidente

Antônio Cardoso explica que os empresários haviam oferecido inicialmente um reajuste de 4,11%, percentual considerado insuficiente pela categoria. Após as tratativas, foi apresentada uma nova proposta de 5,35%, aceita pelos trabalhadores presentes. Apesar do entendimento entre as partes, representantes da categoria demonstraram insatisfação com o aumento acertado.

Segundo o presidente do Sintetro, o percentual conquistado ficou abaixo do esperado pelos profissionais. "A gente é muito claro com a categoria. Foi com esse risco que a gente aprovou essa proposta, mas não era essa a proposta para a categoria. A gente está um pouco chateado, mas dentro do que poderia ser, no momento foi o que deu para se fazer".

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Além do aumento nos salários, o acordo prevê reajuste no tícket-alimentação, que passará de R$ 650 para R$ 800, e no auxílio-saúde, reajustado de R$ 125 para R$ 150. Uma nova reunião está prevista para a tarde desta segunda (25), quando representantes da categoria, empresários e demais envolvidos devem formalizar o acordo perante a Justiça do Trabalho e encerrar oficialmente as discussões sobre a paralisação no sistema de transporte coletivo da capital.


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