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Vereadora critica falta de apoio dos partidos a candidaturas femininas no Piauí para 2026

A vereadora de Teresina, Teresinha Medeiros (MDB), criticou a falta de assistência e de igualdade de condições oferecidas pelos partidos políticos às mulheres que devem disputar cargos proporcionais nas eleições de 2026.

Assis Fernandes/O Dia
Vereadora critica falta de apoio dos partidos a candidaturas femininas no Piauí para 2026

Filiada ao MDB, Terezinha Medeiros comentou sobre a formação das chapas proporcionais da sigla e afirmou que, embora seja um dos nomes cogitados pelo partido para compor a cota de gênero, não tem, neste momento, interesse em disputar cargo de deputada. Ainda assim, a parlamentar destacou a desigualdade no tratamento dado às candidaturas femininas em relação às masculinas.

“No MDB nós temos grandes nomes. Por exemplo, nós temos o vice-governador Themístocles Filho e temos o Marcelo Castro também, que é o senador do nosso partido. Na realidade, eu não tenho esse desejo neste momento de participar de nenhuma chapa. Porque o que a gente vê dentro de todos os partidos, e aqui eu não estou me referindo a nenhum, estou me referindo a todos, ainda existe um diferencial da cota feminina. Então preciso que os partidos passem a respeitar mais mulheres”, afirmou ao PortalODia.com nesta quinta-feira (15).

A vereadora ressaltou que a ampliação da participação feminina na política é fundamental para o fortalecimento da democracia, mas destacou que isso só será efetivo se houver igualdade real de condições durante o processo eleitoral.

“A gente chama a atenção dos partidos e de todas as mulheres que querem pleitear que isso é bom para a democracia, isso é bom para o empoderamento político, principalmente, da participação feminina dentro do cenário político, mas a necessidade de que os partidos tratem as mulheres com igualdade, sem se referir que bom seria se a gente pudesse não ter cota e que fosse no tratado em pé de igualdade em todos os sentidos”, pontuou.

Por fim, Teresinha Medeiros defendeu que a legislação de incentivo à participação feminina precisa ser acompanhada de mudança de postura dentro das siglas, garantindo competitividade às candidaturas.

“Se não for com competitividade, não vale a pena, porque os homens têm que ser tratados assim e as mulheres de outro jeito? Então, eu até acho que essa lei é muito bela, muito bonita, ela age, mas eu ainda acho que precisa conscientização de todos, no sentido de que as mulheres podem contribuir também, mas desde que dê as condições para que ela possa disputar de igualdade com todos, independente de gênero, mas que ela tenha condição de todos os modos para que ela possa fazer uma disputa democrática”, finalizou.


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