A partir desta segunda-feira (23), os técnicos administrativos da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) entrarão em greve por tempo indeterminado. A decisão, aprovada em assembleia da categoria, foi formalizada às reitorias das duas instituições pelo Sindicato dos Trabalhadores em Universidades Federais no Estado do Piauí (Sintufpi).
A decisão foi tomada em assembleia geral realizada no dia 10 de fevereiro. Segundo o sindicato, o movimento segue os parâmetros da Lei nº 7.783/1989, aplicada ao serviço público conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), e prevê a manutenção de atividades consideradas essenciais, quando necessário.
LEIA TAMBÉM
- UFPI divulga primeira chamada da lista de espera do Sisu 2026 com mais de 2,7 mil vagas
- Quilombolas e quebradeiras de coco terão vagas reservadas em cursos da UFPI; entenda
- Animais ficam sem atendimento após Hospital Veterinário da UFPI suspender exames e internações
- TCE libera licitação da Ponte da UFPI, orçada em R$ 59 milhões em Teresina
De acordo com o Sintufpi, a greve integra uma mobilização nacional articulada pela FASUBRA Sindical, entidade que representa os servidores técnico-administrativos das universidades federais em todo o país. Entre os principais pontos da pauta estão o cumprimento integral de acordos de greve firmados anteriormente, a reestruturação e valorização da carreira dos técnicos administrativos em educação (TAEs), a defesa da paridade e da gestão democrática nas instituições federais e a melhoria das condições de trabalho.
A categoria também reivindica medidas efetivas de combate ao assédio e respeito às deliberações coletivas e às entidades representativas. Em notas divulgadas nas redes sociais, o sindicato afirmou que a greve é um instrumento constitucional legítimo de reivindicação.
Em ofício protocolado no dia 18 de fevereiro, o Sintufpi comunicou formalmente a deflagração do movimento e manifestou disposição para dialogar com as administrações das universidades na busca por um acordo que contemple as demandas apresentadas.
A paralisação poderá impactar setores administrativos, serviços internos e parte do funcionamento acadêmico da UFPI e da UFDPar, a depender do nível de adesão dos servidores ao movimento.
Instituição se manifesta
Por meio de publicação em seus canais oficiais, a UFDPar informou que reconhece o direito de greve da categoria, como instrumento legítimo de reivindicação dos trabalhadores, encontrando amparo na Constituição Federal, devendo ser respeitado por toda a comunidade.
Além disso, a UFDPar informou, ainda, que, durante o período de paralisação, serão assegurados os serviços essenciais, de modo a garantir o atendimento das demandas indispensáveis ao funcionamento institucional e à preservação do interesse público.
Por sua vez, até o fechamento desta matéria, a reitoria da UFPI não havia divulgado posicionamento oficial sobre a greve.
Você quer estar por dentro de todas as novidades do Piauí, do Brasil e do mundo? Siga o Instagram do Sistema O Dia e entre no nosso canal do WhatsApp se mantenha atualizado com as últimas notícias. Siga, curta e acompanhe o líder de credibilidade também na internet.