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Temporada 2026 já contabiliza cerca de 20 ninhos de tartaruga no litoral do Piauí

A temporada de 2026 de desova de tartarugas marinhas no litoral piauiense já contabiliza aproximadamente 20 ninhos identificados desde o início do monitoramento, no último mês de dezembro. Os registros indicam um começo considerado positivo, mesmo diante de dificuldades observadas nas áreas de desova, como interferência humanas e condições ambientais que exigem atenção constante.

Reprodução/Instituto Tartarugas do Delta
Temporada 2026 já contabiliza cerca de 20 ninhos de tartaruga no litoral do Piauí

O acompanhamento é realizado diariamente por equipes do Projeto Tartarugas do Delta, em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, com apoio da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba e da Eólica Pedra do Sal. O trabalho inclui a identificação, marcação e monitoramento dos ninhos ao longo de todo o período reprodutivo das espécies que utilizam a faixa litorânea da região.

A localização dos ninhos ocorre a partir de diferentes estratégias. Entre elas, estão a observação direta dos rastros deixados pelas tartarugas na areia, o flagrante do momento da desova e informações repassadas por pessoas que frequentam ou trabalham nas praias. Donos de bares, pescadores e moradores locais costumam colaborar com os registros, comunicando a presença de animais ou sinais característicos da atividade reprodutiva.

De acordo com Werlanne Magalhães, coordenadora do Projeto, essa participação é considerada essencial para ampliar a área de cobertura do monitoramento e garantir que os ninhos sejam identificados rapidamente. A partir disso, a equipe consegue adotar medidas de proteção, reduzindo riscos como pisoteamento, trânsito de veículos e perturbações que podem comprometer o desenvolvimento dos ovos.

Reprodução/Instituto Tartarugas do Delta
Temporada 2026 já contabiliza cerca de 20 ninhos de tartaruga no litoral do Piauí

Além do acompanhamento direto, o Tartarugas do Delta reforça a importância de ações voltadas à conservação das praias de desova. Entre os principais pontos destacados estão o controle de poluição luminosa, que pode desorientar fêmeas e filhotes, a destinação adequada de resíduos sólidos e a restrição do tráfego de veículos na faixa de areia – prática ainda comum em alguns trechos do litoral.

A presença de lixo e de iluminação artificial excessiva é apontada como um dos fatores que mais interferem negativamente no ciclo reprodutivo das tartarugas marinhas. Esses impactos podem levar à escolha inadequada de locais para desova ou dificultar o retorno dos filhotes ao mar após a eclosão dos ovos.

Casos de avistamento de tartarugas ou de rastros na areia podem ser comunicados diretamente à equipe do Projeto pelo telefone (86) 9 9968-0197. A orientação é evitar qualquer tipo de aproximação ou interferência, permitindo que o trabalho técnico seja realizado de forma adequada.

A temporada de desova segue ao longo dos próximos meses, período considerado decisivo para a manutenção das populações de tartarugas marinhas que utilizam o litoral piauiense como área reprodutiva.


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