A Polícia Civil do Piauí prendeu, na manhã deste sábado (10), um homem suspeito de violência doméstica e tentativa de feminicídio contra a ex-companheira no município de Francisco Ayres, no Sul do estado. A prisão preventiva foi cumprida em Floriano, onde o investigado estava, e representa um desdobramento direto da denúncia feita pela secretária municipal de Saúde, a nutricionista Meiry Nunes, que relatou ter sido agredida e ameaçada de morte durante a virada do ano.
De acordo com a Polícia Civil, a ação foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis de Floriano, com apoio de outras unidades do município. O mandado de prisão preventiva contra B. de S. L. foi expedido na noite da sexta-feira (9) e cumprido nas primeiras horas da manhã deste sábado.
Segundo o delegado Rafael Cordeiro, responsável pelo caso, o suspeito havia sido interrogado ainda na tarde de sexta-feira, após receber alta hospitalar. A prisão foi decretada poucas horas depois, por volta das 20h. Após o cumprimento do mandado, o homem foi encaminhado para os procedimentos legais e deverá passar por audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.
O caso ganhou repercussão após Meiry Nunes utilizar as redes sociais para relatar que foi vítima de uma tentativa de feminicídio na noite de quinta-feira (1º). Conforme a denúncia, o ex-companheiro teria invadido sua residência pulando o muro, após perceber que ela estava acompanhada do atual namorado. Dentro do imóvel, o suspeito teria iniciado agressões físicas, principalmente com socos na cabeça da vítima, além de ameaças de morte. O atual companheiro de Meiry também teria sido agredido.
Imagens divulgadas pela secretária mostram ferimentos na cabeça, além de marcas de sangue e destruição em vários cômodos da casa. Em seu relato, ela afirmou que, durante as agressões, o homem dizia que ela precisava “aprender a não dizer não” e exigia respeito. O casal teria ficado momentaneamente preso em um quarto, já que a porta ficou empenada após os danos causados durante o ataque.
Ainda segundo a vítima, o suspeito continuou a ameaçá-la mesmo após o fim das agressões, inclusive no hospital, onde teria afirmado que voltaria para matá-la ou mandaria alguém fazê-lo. O homem sofreu cortes nos pulsos ao quebrar uma janela da residência e precisou de atendimento médico, o que o manteve internado antes de ser ouvido pela Polícia Civil.
Meiry Nunes também relatou falhas no atendimento inicial, afirmando que não houve prisão em flagrante nem realização imediata de exame de corpo de delito, sob a justificativa de falta de efetivo policial para acompanhar o suspeito no hospital. À época, foi concedida apenas medida protetiva de urgência, decisão que gerou críticas públicas da vítima.
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Com a prisão preventiva agora cumprida, as investigações seguem em andamento. A Polícia Civil informou que trabalha para concluir o inquérito dentro do prazo legal e reunir todos os elementos necessários para o esclarecimento completo do caso.
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