O agronegócio foi o principal motor das exportações do Piauí em 2025, com a soja respondendo por 83,9% dos produtos comercializados no exterior, o que representou US$ 987,1 milhões em vendas. O estado encerrou o ano com um superávit comercial de US$ 883,4 milhões, tendo exportado US$ 1,176 bilhão e importado US$ 292,9 milhões, conforme dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Mesmo em um cenário internacional marcado pelas taxações de até 50% sobre produtos brasileiros impostas pelo governo Trump, o Piauí manteve desempenho positivo. A China continuou sendo o principal mercado dos produtos piauienses, absorvendo 73,3% do total exportado, o equivalente a US$ 862,3 milhões. Outros destinos relevantes foram Espanha, Tailândia, Vietnã, Paquistão e o próprio Estados Unidos.
Além da soja, o estado também exportou milho, algodão bruto, óleos vegetais processados, minério de ferro, mel natural e farelo de soja, este último voltado principalmente à alimentação animal.
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Entre os municípios que mais contribuíram para o desempenho das exportações, Uruçuí liderou com 36,6%, totalizando US$ 302,5 milhões, seguido por Bom Jesus, responsável por 34,7% das vendas externas (US$ 290 milhões). Monte Alegre do Piauí, Santa Filomena e Corrente também se destacaram com forte participação agrícola.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico do Piauí, Janaína Marques, o crescimento é resultado de investimentos em infraestrutura e educação técnica voltados ao setor produtivo.
“Houve estímulo ao sistema educacional, nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, tanto para a qualificação da mão de obra quanto para impulsionar os processos produtivos. Essa coesão entre o governo do Estado e o setor privado contribui para melhorar o ambiente de negócios, atrair investidores e gerar mais riqueza, trabalho, emprego e renda para a população do Piauí”, afirmou.
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