A deputada estadual Simone Pereira (PSD), candidata à reeleição no Piauí, defendeu uma maior aproximação entre a Assembleia Legislativa e a população durante entrevista ao programa Comando Geral, da FM O Dia. Entre as prioridades apresentadas pela parlamentar estão a divulgação das leis aprovadas no Legislativo, a proteção social, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a ampliação da presença feminina na política.
Segundo a candidata, uma as dificuldades observadas durante o primeiro mandato foi fazer com que a população conhecesse os direitos garantidos pela legislação estadual. Para a candidata, não basta aprovar novas leis se as pessoas não sabem que elas existem ou desconhecem os caminhos para acessar os serviços públicos relacionados a essas garantias.
“Eu acho que a gente precisa ter uma Assembleia mais próxima da população”, afirmou. A deputada defendeu que o trabalho parlamentar ultrapasse os limites físicos do Legislativo e chegue aos municípios e comunidades, principalmente por meio de informação sobre direitos e políticas públicas.
Lei sobre acompanhamento de crianças
Entre as iniciativas citadas por Simone está uma lei de sua autoria que garante a crianças no Piauí o direito à companhia de uma pessoa de confiança durante procedimentos médicos que necessitem de sedação, até que estejam completamente sedadas.
A candidata afirmou que ainda há situações em que pais, avós ou outros responsáveis são impedidos de acompanhar a criança durante esse momento. “É preciso que todas as pessoas conheçam a lei para que ela possa fazer garantir as leis que estão aí para proteger a sociedade como um todo”, declarou.
A parlamentar busca, desta vez, conquistar uma vaga diretamente nas urnas. Na eleição anterior, ficou na primeira suplência e posteriormente assumiu o mandato. Durante a entrevista, afirmou acreditar que a atuação ao longo dos quatro anos poderá ser considerada pelo eleitorado na escolha deste ano.
Violência contra a mulher
A proteção das mulheres também apareceu entre os principais temas apresentados pela candidata. Simone citou uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para discutir a eficácia das medidas protetivas e afirmou que o enfrentamento à violência exige maior articulação entre os órgãos que integram a rede de atendimento.
Para ela, o problema não está somente na existência ou ausência de serviços. A informação sobre onde buscar ajuda e quais procedimentos acontecem depois de uma denúncia também precisa chegar às mulheres. Simone mencionou o Serviço de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Sexual, o SAMVIS, como exemplo.
“A mulher sabe qual é a porta de entrada quando ela sofre uma violência doméstica, mas ela não sabe o que acontece a partir dali”, afirmou. Na avaliação da parlamentar, melhorar a comunicação entre os serviços e ampliar o acesso à informação são medidas necessárias para fortalecer a rede de proteção.
A representatividade feminina no Legislativo também foi discutida. Simone defendeu a presença de mais mulheres nos parlamentos, mas ponderou que o aumento da bancada feminina depende também da participação das próprias eleitoras.
“Se as mulheres votassem em mulheres, nós éramos maioria nas bancadas”, declarou. Ao mesmo tempo, a candidata ressaltou que pautas relacionadas às mulheres não devem ser tratadas exclusivamente como questões de gênero. Como exemplo, citou a discussão sobre dignidade menstrual.
PSD e cenário eleitoral
Durante a entrevista ao Sistema O Dia, Simone também comentou a formação da chapa do PSD para a disputa proporcional. Segundo ela, o partido teve menos de 20 dias para organizar uma composição competitiva após alterações no cenário partidário e avalia que a legenda poderá conquistar cinco cadeiras na Assembleia, com possibilidade de chegar à sexta vaga.
Atualmente, o PSD conta com três deputados estaduais, incluindo a própria Simone, Mardem Menezes e Georgiano Neto – que deixou a disputa estadual para concorrer à Câmara Federal.
Questionada sobre quem poderia herdar os votos do parlamentar, Simone afirmou que não considera correto falar em uma transferência individual de votos. “Quem deve herdar é o partido como um todo. Não existe essa questão de privilégios”, disse.
No campo majoritário, Simone declarou apoio à continuidade do projeto político da base governista, representada federalmente pelo candidato à presidência Ronaldo Caiado, e defendeu a integração entre os diferentes níveis de poder para a busca de recursos e a execução de políticas públicas no estado.
Ao final da entrevista, pediu aos eleitores que pesquisem a trajetória dos candidatos antes da votação e afirmou que coloca novamente seu nome à disposição para a Assembleia Legislativa do Piauí.