A escassez de nomes capazes de herdar o capital político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma das principais preocupações dentro da base governista. Para o secretário estadual de Planejamento do Piauí, Washington Bonfim (PSB), o governador Rafael Fonteles (PT) tem se consolidado como um dos nomes com maior potencial para ocupar esse espaço no cenário nacional.
Em entrevista ao Sistema O Dia nesta sexta-feira (16), Bonfim avaliou que Fonteles tem se destacado por sua atuação técnica e política, especialmente por sua participação nas discussões da reforma tributária, ainda quando era secretário da Fazenda e presidente do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda). O trabalho, segundo ele, ajudou a moldar o texto aprovado pelo Congresso Nacional e projetou o governador nacionalmente.
O secretário citou ainda a segurança pública como outro ponto de visibilidade. Ele lembrou que o desempenho do setor no Piauí fez com que o secretário Chico Lucas, titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), fosse indicado pelo conselho de gestores estaduais para assumir o novo Ministério da Segurança Pública, que acabou não sendo criado pelo governo federal.
“Essa circunstância coloca o governador numa posição privilegiada. A gente vai ter que enfrentar o debate eleitoral de 2026 internamente. Vencidas as eleições, ele entra, pelos resultados e por aquilo que toda a equipe tem feito, numa posição privilegiada, tanto para ser reeleito, como para ocupar esse espaço de nova liderança, com perfil mais nacional, já no início de um eventual segundo governo Lula”, declarou Bonfim.
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O secretário também destacou outro nome do Piauí com relevância no cenário federal, o do ex-governador e atual ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias (PT). Bonfim lembrou que o ministro foi reconhecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por retirar o Brasil do mapa da fome, o que reforça a influência política do estado.
“Apesar de sermos um estado pequeno, temos duas grandes lideranças do principal partido do país. Um que está iniciando a sua trajetória política e o outro, uma liderança mais testada, que, saindo do governo do Piauí, deu mostras de que pode contribuir de maneira efetiva com um dos problemas mais graves do país, que é a insegurança alimentar e a renda”, finalizou.
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