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Prisão de Nicolás Maduro pelos EUA gera reações entre parlamentares piauienses; veja o que disseram

A prisão de Nicolás Maduro, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (3), após uma operação militar de “grande escala” na Venezuela, provocou forte repercussão entre os parlamentares piauienses. As reações foram polarizadas: enquanto aliados da oposição comemoraram o que chamam de “fim da ditadura”, políticos ligados ao governo criticaram a violação da soberania do país vizinho.

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Parlamentares piauienses divergem sobre a captura do presidente venezuelano, Nicolas Maduro.

Segundo informações divulgadas por Trump nas redes sociais, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a ofensiva e levados para fora da Venezuela. O presidente norte-americano chegou a publicar uma imagem do líder venezuelano algemado em um navio da Marinha dos EUA, afirmando que o casal seria julgado por tribunais norte-americanos.

O senador Ciro Nogueira (PP) classificou a prisão como o fim de um ciclo de complacência internacional com o regime de Maduro. Para ele, o momento representa uma “virada histórica” para a América do Sul e o encerramento de um período de tolerância a governos autoritários.

“Acabou o tempo em que o ditador Maduro era tratado com um respeito que jamais mereceu. Acabou o tempo de honras de chefe de Estado e homenagens ao opressor de seu próprio povo. Acabou a ditadura de Maduro na Venezuela e acabou, sobretudo, o tempo de passar pano para ditaduras e ditadores. A esquerda não pode ter ditadores de estimação. Hoje a América do Sul começa a acordar do pesadelo”, disse em suas redes sociais.

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Foto do presidente Nicolas Maduro, preso, publicada por Trump.

O deputado federal Júlio Arcoverde (PP) também celebrou a captura do presidente venezuelano. Segundo ele, o episódio marca o fim de uma era de sofrimento para o povo da Venezuela e representa um novo começo para a democracia no continente.

“América Latina livre de ditaduras! A queda do regime narcoterrorista na Venezuela é um alívio para um povo que sofreu demais. Com Maduro fora do jogo, nasce a esperança de uma democracia verdadeira. Que a Venezuela volte a ter futuro e dignidade.”, publicou o parlamentar no X, antigo Twitter.

Por outro lado, o deputado federal Merlong Solano (PT) criticou duramente a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que o governo Trump age em favor dos interesses de grandes potências econômicas. O parlamentar destacou que a ofensiva contra a Venezuela é mais um capítulo de uma política intervencionista que tem custado vidas em várias regiões do mundo.

“Sete países foram bombardeados pelos EUA em 2025, sem contar Gaza. Esta foi destruída por Israel com bombas e farto financiamento dos EUA. Ao custo de milhares de vidas, Trump vai governando de acordo com os interesses da indústria bélica e das grandes petroleiras”, criticou o deputado.

Na mesma linha, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), classificou os ataques norte-americanos como “gravíssimos” e defendeu o respeito à soberania dos países. Para o ministro, a ofensiva liderada pelos Estados Unidos ameaça a paz mundial e cria um precedente perigoso no cenário internacional.

“Os ataques promovidos pelos Estados Unidos em território venezuelano são gravíssimos. O respeito à soberania é um princípio inegociável do direito internacional.”

“A violação de territórios e instituições ameaça a paz, enfraquece o multilateralismo e cria um precedente perigoso para toda a comunidade internacional. Manifesto solidariedade ao povo da Venezuela e reafirmo a defesa da legalidade internacional, da cooperação entre as nações e da preservação da paz.”, declarou o ministro.


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