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Primeiras vacinas e volta às aulas: saiba a importância da imunização infantil

Com o retorno dos estudantes às salas de aula, pais e responsáveis precisam redobrar a atenção à saúde das crianças, especialmente em relação à caderneta de vacinação. Muitas estão retomando o período letivo, enquanto outras entram na escola pela primeira vez. O contato direto com colegas é essencial para a socialização, mas também exige cuidados, já que o ambiente escolar favorece a circulação de vírus e bactérias.

Por isso, antes do início do ano letivo, é fundamental verificar se a carteira de vacinação está atualizada. Estar com o esquema vacinal em dia é uma das principais formas de garantir a saúde e o bem-estar das crianças, além de contribuir para a proteção coletiva no ambiente escolar.

O Calendário Nacional de Vacinação contempla, na rotina dos serviços de saúde, 19 vacinas que protegem o indivíduo ao longo de todas as fases da vida, desde o nascimento. Algumas exigem duas ou três doses, enquanto outras necessitam de reforços ao longo do tempo para manter a eficácia da proteção. Ou seja, a imunização não se resume apenas aos primeiros meses de vida e exige acompanhamento contínuo.

Prefeitura de Caxias do Sul/Maicon Duarte
Primeiras vacinas e volta às aulas: saiba a importância da imunização infantil

A ausência de alguma vacina pode trazer prejuízos à saúde, tanto na infância quanto na vida adulta. Segundo Igor Fernandes, responsável técnico da Maternidade Santa Fé, a imunização ainda nos primeiros dias de vida é essencial para garantir uma proteção duradoura.

Duas vacinas são consideradas fundamentais logo após o nascimento: a Hepatite B, que deve ser aplicada até 12 horas após o parto, e a BCG. “Quando essa vacinação é iniciada nas primeiras horas, há 95% de eficácia. A BCG é uma vacina que está disponível exclusivamente na rede pública e é totalmente gratuita. A partir do momento que se atrasa aquela vacina, o bebê fica vulnerável a algum tipo de infecção, seja por vírus ou bactéria, por isso é importante não atrasar o calendário vacinal”, explicou.

Atualmente, muitas crianças pequenas já fazem parte da rotina escolar, mas nem todas estão com a vacinação completa. Essa situação pode colocar em risco não apenas a criança, mas também os colegas e profissionais da escola.

“Nesse período de volta às aulas, as crianças têm contato com outras crianças, adultos e brinquedos compartilhados, e aí surge o perigo de uma possível infecção, caso ela não esteja protegida. A vacina é a maior conquista da saúde pública. Estar com a caderneta atualizada é garantir um ambiente seguro para ela e para todas as outras crianças”, reforça Igor Fernandes.

Arquivo/O DIA
Primeiras vacinas e volta às aulas: saiba a importância da imunização infantil

Vale lembrar que a imunização começa na infância, mas se estende por toda a vida, passando pela adolescência, fase adulta e chegando à velhice. Muitas vacinas exigem doses de reforço, o que torna essencial o acompanhamento regular da caderneta.

Além da vacinação, outras medidas ajudam a interromper a cadeia de transmissão de doenças no ambiente escolar. A recomendação é que estudantes com sintomas como febre, tosse ou coriza permaneçam em casa enquanto estiverem doentes e por pelo menos 24 horas após o desaparecimento dos sintomas. A vacinação dos profissionais da educação também é apontada como fundamental para reduzir riscos e proteger toda a comunidade escolar.


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