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Piauí terá primeiro Instituto Nacional de pesquisas em câncer com formação de novos cientistas

O Piauí vai contar com seu primeiro Instituto Nacional de Oncologia Translacional e Terapias Gênicas. A iniciativa será sediada na Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e é resultado de um investimento de R$ 4,1 milhões. As instalações são fruto de uma parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (Fapepi).

Paulo Pinto/Agência Brasil
Piauí terá primeiro Instituto Nacional de pesquisas em câncer com formação de novos cientistas

Do valor total de R$ 4,1 milhões destinados à implantação do Instituto de Oncologia, o CNPq entrou com R$ 2.990.275,90 e a Fapepi entrou com R$ 1.188.080. Batizado de ONCOTTGEN, O Instituto ficará sediado no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Ufpi, em parceria com o Hospital Universitário (HU-UFPI). O foco será o desenvolvimento de pesquisas avançadas em terapias gênicas aplicadas ao tratamento do câncer, com atenção especial às demandas regionais.

O projeto reúne uma ampla rede de colaboração científica. O Instituto Nacional de Oncologia do Piauí foi idealizado pelo professor João Marcelo de Castro e Sousa e conta com a participação de pesquisadores da Ufpi como Paulo Michel Ferreira, Dalton Dittz e Felipe Cavalcanti, especialistas na área de oncologia.

Além das instituições nacionais, a iniciativa também inclui instituições internacionais que buscam consolidar uma rede de pesquisa dedicada ao desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para o câncer. “É uma rede de instituições e ficamos muito orgulhosos, porque ela é coordenada por pesquisadores piauienses”, afirmou o professor João Marcelo Sousa.

Maria Catiany/Secom
João Marcelo de Castro Sousa, pesquisador idealizador do ONCOTTGEN

Ele acrescenta que o ONCOTTGEN nasce com a missão de consolidar uma rede nacional e internacional dedicada ao avanço das terapias oncológicas. Com o apoio financeiro da Fapepi, o Instituto Nacional de Oncologia do Piauí conta com mais de 20 instituições e mais de 65 pesquisadores nacionais e internacionais.

As pesquisas iniciais serão conduzidas em laboratórios de cultura celular do CCS, utilizando amostras biológicas provenientes de biópsias de câncer cerebral. A ideia é que os pesquisadores apliquem técnicas avançadas de edição genética para desenvolver terapias personalizadas mais eficazes de combate à doença.

Ensino e formação

Além da produção científica, o Instituto Nacional de Oncologia do Piauí prevê, também investimentos na formação de recursos humanos. Estão previstas mais de 30 bolsas de formação científica, incluindo programas de iniciação científica, mestrado, doutorado, doutorado sanduíche e intercâmbios internacionais. A iniciativa promoverá cursos de capacitação para os estudantes da UFPI e profissionais de saúde da região.

Entre as instituições piauienses participantes estão a UFPI, o HU-UFPI, a Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), o Instituto Federal do Piauí (IFPI), a Fiocruz Piauí e o Hospital São Marcos, referência no tratamento oncológico no estado.

Maria Catiany/Secom
Além da produção científica, o Instituto Nacional de Oncologia do Piauí prevê, também investimentos na formação de recursos humanos.

O projeto também reúne parceiros de outras regiões do país, como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Fiocruz Bahia, Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), AC Camargo Cancer Center, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL) e a Universidade Federal do Pará (UFPA).

Essa articulação entre instituições das regiões Norte, Nordeste e Sudeste deverá ampliar a produção científica colaborativa e acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias para o tratamento do câncer. Além da participação no novo instituto, 14 professores da UFPI também integram outros INCTs aprovados na chamada nacional, atuando em áreas como patologias moleculares, terapias avançadas, fotônica, sustentabilidade dos solos, igualdade social e doenças negligenciadas.


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