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Piauí sai da tendência de alta e entra em zona de segurança para síndrome respiratória, diz Fiocruz

O Piauí registrou uma mudança no panorama da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas. Depois de apresentar tendência de crescimento por seis semanas seguidas, o estado entrou em situação de segurança nas duas semanas mais recentes, entre 28 de junho e 4 de julho. Teresina se manteve em zona de segurança, e não possuía tendência de crescimento. Os dados constam na mais recente edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (9), referente à Semana Epidemiológica 26.

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Boletim InfoGripe aponta início de queda nacional após cinco meses de crescimento, mas casos seguem elevados em parte do país.

O boletim também mostra um início de queda no número de casos de SRAG em nível nacional, após aproximadamente cinco meses consecutivos de alta no país. Apesar da redução, o estudo alerta que as ocorrências ainda permanecem em níveis elevados em boa parte do território nacional.

Segundo o levantamento, os casos graves por Influenza B seguem em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Já Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam indícios de interrupção do avanço ou início de queda.

Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais brasileiras apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, o que reforça que, mesmo com a melhora observada no Piauí, o cenário nacional segue heterogêneo.

Redução reflete queda em VSR e influenza

O cenário de redução da SRAG no agregado nacional reflete a desaceleração do crescimento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) e a queda das internações por influenza A e influenza B. A atualização chama atenção, no entanto, para o Amazonas, que apresenta aumento dos casos de SRAG entre idosos, provavelmente associado ao crescimento do número de hospitalizações por Covid-19.

Lucas Dias/Semcom
Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias..

Pesquisadores ressaltam que, mesmo com esse início de queda das hospitalizações, como o número de casos ainda permanece elevado, é importante que a população continue adotando medidas de prevenção, como cobrir a boca e o nariz com o braço ao tossir ou espirrar, lavar as mãos com frequência e permanecer em isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado.

"A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas", orienta a pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella.