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Piauí registra 12 empresas na 'lista suja' do trabalho análogo à escravidão; veja lista

Cerca de doze empresas e empregadores do Piauí apareceram na atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada nesta segunda-feira (6) pelo governo federal. Ao todo, os casos registrados no estado somam cerca de 141 trabalhadores encontrados em situação irregular durante ações de fiscalização.

Divulgação/MTE
Piauí registra 12 empresas na 'lista suja' do trabalho análogo à escravidão; veja lista

Os nomes empregadores incluídos no cadastro estão distribuídos em diferentes regiões do estado, principalmente em áreas rurais e empreendimentos ligados à extração mineral e à atividade agropecuária. Os municípios citados são Batalha, Elizeu Martins, São João da Serra, Currais, Monte Alegre do Piauí, Regeneração, Gilbués, Piripiri, Amarante, Altos, Cajueiro da Praia e Itainópolis.

A atualização nacional acrescentou 169 novos empregadores ao cadastro, número 6,28% maior que o da última divulgação. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. Com a inclusão dos novos casos, a lista passa a reunir cerca de 613 empregadores em todo o país.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os novos registros resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. O cadastro é atualizado duas vezes por ano, sempre nos meses de abril e outubro, e reúne empregadores autuados após conclusão de processo administrativo.

No Piauí, a maior quantidade de trabalhadores identificados foi registrada na zona rural de Itainópolis, com 30 pessoas envolvidas. Em seguida aparecem a Fazenda Gargaio, em Cajueiro da Praia, com 25 trabalhadores, e a Pedreira Areia & Pedra Velha Monge, em Amarante, com 22.

Também constam no cadastro a Fazenda Boa Lembrança, em Batalha, com 13 trabalhadores; a zona rural de Gilbués, com outros 13; e o imóvel Carnaubal, no povoado Santa Rosa, em São João da Serra, com 17.

A chamada “lista suja” é considerada o principal instrumento público de transparência sobre trabalho análogo à escravidão no país. O documento é utilizado por instituições financeiras, empresas e órgãos públicos para consulta antes da concessão de crédito, assinatura de contratos e participação em licitações.

Lista Suja

Fazenda Boa Lembrança – Batalha/PI

Pedreira da Serra – Elizeu Martins/PI

Carnaubal no Povoado Santa Rosa – São João da Serra/PI

Fazenda Cabeceira do Brejo e Fazenda Largos – Currais/PI

Fazenda Vereda da Glória – Monte Alegre do Piauí/PI

Pedreira da Cerquinha – Regeneração/PI

Pedreira na Localidade Pé do Morro – Piripiri/PI

Pedreira Areia & Pedra Velha Monge – Amarante/PI

Pedreira do Assentamento Tesoura – Altos/PI

Fazenda Gargaio – Cajueiro da Praia/PI

Denúncias

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa por meio do Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Sistema Ipê é a única plataforma exclusiva para o recebimento de denúncias relacionadas a condições análogas à escravidão e está totalmente integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.


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