O Piauí registrou um dos menores índices de uso de capacete entre adolescentes e ainda apresenta percentual elevado de jovens que não utilizam cinto de segurança, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE. O levantamento considera estudantes de 13 a 17 anos analisa comportamentos relacionados à segurança no trânsito.
De acordo com os dados, 76,1% dos estudantes piauienses afirmaram ter usado capacete ao andar de motocicleta nos 30 dias anteriores à pesquisa. O índice coloca o estado na quinta pior posição do país nesse indicador. O percentual se manteve praticamente estável em relação a 2019, quando era de 76,2%.
Em comparação nacional, o resultado do Piauí fica abaixo de estados como Goiás, que registrou 96,1% de uso de capacete, Mato Grosso do Sul, com 95,6%, e Tocantins, com 95,4%. Já os menores índices foram observados no Maranhão, com 73,3%, Amazonas, com 73,7%, e Paraíba, com 75,9%.
Os números de Teresina contrastam com o geral, com 91,7% dos estudantes afirmando usar capacete, número superior à média estadual e também acima da média nacional, que foi de 89,4%. Apesar disso, houve uma leve queda em relação a 2019, quando o índice era de 92%.
Uso de cinto de segurança
Outro dado que chama atenção está relacionado ao uso de cinto de segurança. No Piauí, 40,3% dos estudantes disseram que não usam ou usam raramente o equipamento ao andar como passageiros em automóveis.
Embora tenha havido redução em relação a 2019, quando o percentual era de 42,4%, o índice ainda permanece acima da média nacional, que é de 33,8%.
Com esse resultado, o estado passou da segunda para a sétima posição entre os que apresentam maiores percentuais de jovens que negligenciam o uso do cinto de segurança. Entre os estados com piores índices estão Rio de Janeiro, com 51,4%, Maranhão, com 45,7%, e Acre, com 45,4%.
Entre as capitais, Teresina aparece com 39,4% dos estudantes que não usam ou quase não usam o cinto de segurança, ocupando a sexta posição nacional. O número representa um aumento em relação a 2019, quando o percentual era de 38,2%.
Os dados da pesquisa também mostram diferenças significativas entre regiões do país, indicando que o comportamento no trânsito entre adolescentes ainda varia de forma expressiva. Capitais como Recife, Goiânia e Curitiba apresentaram os menores índices de não utilização do cinto de segurança, todos abaixo de 17%.
A PeNSE é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com estudantes do ensino fundamental e médio e busca mapear fatores de risco e proteção à saúde dessa faixa etária.
Os dados relacionados ao trânsito ajudam a identificar padrões de comportamento que podem impactar diretamente nos índices de acidentes e na segurança viária. Os números indicam que, apesar de avanços pontuais, ainda há desafios na adoção de medidas básicas de segurança entre adolescentes no estado, especialmente fora da capital.
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