O Piauí é o estado com a menor representação de magistradas no Poder Judiciário do país. Os dados constam no Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, divulgado nesta quarta-feira (12), que considera apenas os Tribunais de Justiça estaduais. Segundo o levantamento, o estado registra apenas 26,5% das vagas do órgão ocupadas por mulheres.
O estudo considerou as magistradas que atuavam no Judiciário piauiense em 2025. Além do Piauí, os estados em que a participação feminina não ultrapassa um terço do total de magistrados nos tribunais são Roraima (27,8%), Mato Grosso do Sul (28,8%), Tocantins (29,0%) e Alagoas (31,3%).
Com exceção da Justiça do Trabalho, a participação feminina foi baixa em todas as instâncias do país, ficando abaixo de 40% em cada uma delas. Entre 2024 e 2025, no entanto, a representatividade das mulheres na magistratura brasileira aumentou, indicando uma redução, ainda que modesta, da desigualdade de gênero no Poder Judiciário.
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Em 2025, as mulheres representavam 40,2% das vagas no Poder Judiciário nacional. A instância com maior participação feminina foi a Justiça do Trabalho, com 50,1% das vagas ocupadas por mulheres. Já a Justiça Militar da União e a Justiça Militar Estadual registraram os menores percentuais, com 24,2% e 26,1%, respectivamente.
Em sentido oposto, o Rio de Janeiro foi o estado com a maior participação feminina na magistratura, com 49,0% das vagas, seguido pelo Rio Grande do Sul (46,3%) e pela Bahia (45,1%). Em nenhuma Unidade da Federação, porém, a presença de mulheres nos tribunais de justiça é igual ou superior a 50%, o que reforça a persistência da desigualdade de gênero nessa instância.