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Piauí confirma morte por raiva humana após mordida de sagui em adolescente de 17 anos

A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) confirmou nesta quarta-feira (29) o segundo caso de morte por raiva humana no estado em menos de dois anos. A vítima era um adolescente de 17 anos, residente no município de Oeiras, no sul do Piauí, que faleceu no dia 17 de abril no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina. O resultado foi atestado pelo Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro.

Ascom/Sesapi
Piauí confirma morte por raiva humana após mordida de sagui em adolescente de 17 anos

Familiares relataram que o jovem havia sido mordido por um sagui e desenvolveu os primeiros sintomas cerca de 40 dias após o ocorrido. Ele deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Oeiras no dia 11 de abril e foi transferido para a capital, onde o quadro evoluiu para desorientação, febre persistente, vômitos em jato e rebaixamento do nível de consciência. A Sesapi informou que adotou as medidas necessárias de vigilância e controle em Oeiras para evitar novas transmissões.

O caso anterior, ocorrido em agosto de 2024, também envolveu a mordida de um sagui. Vale ressaltar que esses animais não são os causadores da raiva, eles também são vítimas do mesmo vírus. Por se tratarem de animais silvestres, as autoridades de saúde recomendam não se aproximar, alimentar ou tocar em saguis, devido ao risco de ataques e transmissão de zoonoses.

Em caso de acidente com mordida de animal, o Ministério da Saúde orienta: lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão; buscar atendimento médico o mais rápido possível para avaliação e profilaxia; não tentar capturar o animal agressor; e manter a vacinação de cães e gatos em dia.

Transmissão e sintomas

A raiva humana é uma doença viral que compromete o sistema nervoso central e, sem tratamento imediato, é quase sempre fatal. A transmissão ocorre pelo contato com a saliva de animais infectados, principalmente por mordidas, mas também por arranhões com saliva e lambidas em feridas abertas ou mucosas. Os principais transmissores são cães e gatos não vacinados, morcegos e animais silvestres, como raposas e macacos.

Os sintomas iniciais lembram uma gripe comum: febre, dor de cabeça, mal-estar, cansaço e formigamento no local da mordida. Com a progressão da doença e o comprometimento do cérebro, surgem agitação, confusão mental, espasmos musculares, dificuldade para engolir, hidrofobia, salivação excessiva e alucinações. Na fase final, ocorrem paralisia, coma e morte.

Uma vez instalados os sintomas, a doença é praticamente irreversível, por isso, a prevenção é fundamental. Após qualquer contato suspeito com animal, a recomendação é lavar a ferida imediatamente com água e sabão e buscar atendimento médico de urgência para iniciar a vacinação pós-exposição.


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