O IBGE divulgou nesta terça-feira (14) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua) referente à educação e o Piauí apresenta um dado animador. O Estado atingiu a menor taxa de analfabetismo da década. Apenas 13,1% da população piauiense é analfabeta, segundo o levantamento. É a menor proporção desde 2016, quando o IBGE começou a investigar o tema.
A redução da taxa de analfabetismo piauiense se deu em todas as faixas etárias, com exceção das pessoas com 60 anos ou mais, onde o índice teve um aumento de 2,2 percentuais. Neste grupo etário, a taxa de analfabetismo foi de 35,2% em 2025, a maior do Brasil para essa parcela da população.
Para efeito de comparação, no Rio de Janeiro foi encontrada a menor proporção de analfabetos entre as pessoas de 60 anos ou mais, com 4% deste grupo populacional que não sabem ler e escrever. A taxa de analfabetismo na população idosa no Piauí é mais de oito vezes maior.
Tirando a população idosa, o Piauí teve as seguintes reduções de 2024 para 2025:
- 15 anos ou mais: saiu de 13,8% para 13,1% em um ano
- 18 anos ou mais: saiu de 14,6% para 13,8% em um ano
- 25 anos ou mais: saiu de 16,8% para 15,8% em um ano
- 40 anos ou mais: sal de 24,4% para 22,8% em um ano
De acordo com o IBGE, a tendência de redução no analfabetismo no Estado se manteve quando para ambos os sexos. No entanto, o percentual de pessoas que não sabem ler e escrever entre as mulheres ainda é menor que entre os homens. Enquanto entre eles o analfabetismo funcional alcançou 15% do total, para elas o índice foi de 11,3%.
Longo caminho a ser percorrido
Mas, apesar da redução considerável no analfabetismo em termos gerais, o IBGE destacou que o Piauí ainda tem muito a avançar na educação. O Estado continua detentor da segunda maior taxa de analfabetismo do Brasil, ficando atrás apenas de Alagoas. Chama a atenção o fato de os Estados do Nordeste ocuparem o topo do ranking do analfabetismo brasileiro.
Conforme o IBGE, mesmo com a redução, o analfabetismo piauiense ficou 8,2 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 4,9% para a população acima de 15 anos em 2025. A pesquisa destaca que a taxa de analfabetismo registrada no Piauí para os homens é a maior entre todos os estados brasileiros (15%) e que a taxa registrada na população feminina é a segunda maior do país (11,3%).
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Quase 100% dos jovens em idade escolar frequentam a escola
A diminuição do analfabetismo nas faixas etárias mais novas está relacionado com o aumento da assiduidade escolar no Piauí. É que, segundo o IBGE, 97,6% da população entre seis e 17 anos de idade está frequentando a escola. Isso equivale a 593 mil pessoas matriculadas e estudando regularmente em 2025. Essa proporção é praticamente a mesma encontrada para o Brasil. Dos 35 milhões de jovens brasileiros nessa faixa etária, 97,9% frequentaram a escola em 2025.
O maior percentual de estudantes piauienses foi encontrado na faixa etária de seis a 14 anos, com 99,3% do total desse grupo tendo frequentado a escola em 2025. O resultado colocou o Piauí na nona menor colocação, entre todos os estados, quanto ao número de estudantes dessa faixa etária. A média nacional de estudantes de seis a 14 anos é de 99,5%.
Chama atenção, segundo o IBGE, o fato de 36,9% dos piauienses estarem frequentando a escola na faixa etária de 18 a 24 anos. O índice está acima da média nacional de estudantes nesta idade, que foi de 31,5%.
O Piauí também apresenta outro dado animador. Conforme a PNAD, 98,2% das crianças com idade pré-escolar, ou seja, de quatro a cinco anos, estarem frequentando a escola. O índice piauiense também está acima da média nacional, que foi de 94,1%. O Piauí tem a segunda melhor posição do Brasil, ficando abaixo apenas do Ceará, onde 98,9% das crianças de quatro a cinco anos frequentam a escola.
Tempo de estudo
A PNAD do IBGE pesquisou ainda a média de anos de estudo no Piauí e constatou que o Estado tem a segunda menor média de anos de estudo entre as unidades da Federação para a população de 15 anos ou mais. A média piauiense foi de 9,1 anos de estudo. O número está abaixo da média nacional para esta faixa etária, que foi de 10,4 anos.
Mas mesmo ainda estando abaixo da média brasileira, o Piauí teve aumento de 1,2 ano de estudo em média para a população acima de 15 anos na última década. O Estado saiu de 7,9 anos de estudo para 9,1. A média de anos de estudo da população piauiense de 15 anos ou mais varia conforme o sexo. Para os homens foi 8,5 anos em 2025, enquanto para as mulheres foi de 9,7 anos, uma diferença de 1,2 ano a favor das mulheres.
Tomando por base a cor ou raça da população piauiense, verificou-se que em 2025 os brancos possuíam uma média de anos de estudo superior aos pretos e pardos. Para os brancos foi encontrada uma média de 9,9 anos de estudo para a população de 15 anos ou mais, enquanto os pretos e pardos registraram uma média de 8,9 anos, portanto 1 ano de diferença em relação à média de anos estudados.
Essa diferença, porém, teve uma redução ao longo da série histórica, iniciada em 2016, quando os brancos tinham uma média de 8,9 anos de estudo, enquanto pretos e pardos tinham uma média 7,6 anos. Nesse período, os brancos aumentaram sua média de anos de estudo em 1 ano, enquanto os pretos e pardos registraram um aumento de 2,3 anos de estudo para a população de 15 anos ou mais.